Brasil

Bolsonaro chama Barroso de “criminoso” e o acusa de articular rejeição à proposta do voto impresso auditável

O presidente aproveitou para voltar a convocar seus apoiadores para os atos de 7 de Setembro.


Redação AM POST*

O presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou nesta terça-feira (2) o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem chamou de “criminoso” e o acusou de ter articulado junto a parlamentares a rejeição à proposta do voto impresso auditável defendida pelo governo, enquanto estava na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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“No ano passado, o Congresso iria aprovar a PEC do Voto Impresso. O que o Barroso fez? Era presidente do TSE. Foi para dentro do Congresso, mudaram os integrantes da comissão, e nós perdemos no voto o projeto do voto impresso. Houve uma interferência direta do ministro Barroso no Parlamento, o que a Constituição diz que não pode”, disse Bolsonaro, em entrevista à Rádio Guaíba, de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

“É um crime. O Barroso é um criminoso. E depois ele vai para fora do país participar de evento sobre como derrubar presidente”, disparou em alusão a um evento nos Estados Unidos, no qual Barroso palestrou em janeiro deste ano.

O presidente aproveitou para voltar a convocar seus apoiadores para os atos de 7 de Setembro. “Vamos pela última vez às ruas para mostrar para aqueles surdos ministros do STF que o povo tem que ser o nosso norte”, declarou.

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Resposta
O ministro rebateu Jair Bolsonaro no Twitter após as acusações. “Mentir precisa voltar a ser errado de novo. Compareci à Câmara dos Deputados, como presidente do TSE, para debater o voto impresso, atendendo a TRÊS CONVITES OFICIAIS. E foi a própria Câmara que derrotou a proposta de retrocesso. Mas sempre haverá maus perdedores”, escreveu Barroso.

A PEC do voto impresso foi rejeitada pela Câmara em agosto do ano passado. Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição, seriam necessários no mínimo 308 votos a favor para enviar o texto ao Senado. Foram registrados 229 votos a favor e 218 contra.

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*Com informações do Pleno News