Bolsonaro critica Flávio Dino por reclamar de operação que prendeu assassino de PM: “Cupincha do descondenado”
Fala ocorreu após o ministro da Justiça dizer que reação da polícia em operação no Guarujá (SP) não foi “proporcional”.
- Foto: Reprodução
Nesta segunda-feira (31), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, por reclamara da operação da Polícia Militar do Guarujá, no litoral de São Paulo, que prendeu o suspeito de atirar e matar o soldado das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (ROTA), Patrick Bastos Reis, no último dia 27 de julho.
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Segundo o governador, Tarcísio, o suspeito foi capturado na Zona Sul de São Paulo. Ele acrescentou que três envolvidos já estão presos, após trabalho de inteligência da Polícia Militar.
No Twitter, Bolsonaro chamou Dino de “cupincha do descondenado”, em referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Não precisa sem um expert para entender os motivos da reclamação”, afirmou o ex-chefe do Executivo.
Mais cedo, o ministro da Justiça e Segurança Pública afirmou que uma “investigação independente” do Estado de São Paulo sobre a operação da PM no Guarujá é “fundamental”.
“Com certeza, as imagens das câmeras vão conseguir demonstrar se houve aquilo que o governo do Estado tem informado, ou seja, reação a ataques, ou se houve de fato descumprimento da lei”, disse Dino.
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Flávio Dino também disse que a reação da polícia paulista depois da morte do policial militar “não parece proporcional”. Ele, entretanto, prestou solidariedade à família do PM assassinado e descartou qualquer tipo de intervenção no Estado.
“Chama atenção o fato de você ter um terrível crime contra um policial, um crime realmente que merece o repúdio, a repulsa, sendo usado, inclusive, uma pistola de 9 mm, e houve uma reação imediata que não parece, nesse momento, ser proporcional em relação ao crime que foi cometido”, afirmou.
Operação
A ‘Operação Escudo’ reforçou o policiamento em Guarujá, com aproximadamente 600 agentes, logo após a morte do soldado da Rota Patrick Bastos Reis. O objetivo era capturar os criminosos responsáveis pela ação contra os policiais.
Além do suspeito de atirar no PM, outras cinco pessoas foram detidas e três homens morreram em confrontos com os agentes durante a operação.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), uma mulher de 27 anos e quatro homens, com idades entre 22 e 33 anos, foram capturados em flagrante na última sexta-feira (28). Eles foram conduzidos à Delegacia do Guarujá, onde o caso foi registrado como homicídio, tentativa de homicídio e associação ao tráfico de drogas.
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