Bolsonaro deixa hospital após exames por traumatismo craniano
Ex-presidente sofreu queda na cela, realizou exames neurológicos e defesa volta a pedir prisão domiciliar.

(Foto: Divulgação)
Notícias do Brasil – O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou o hospital DF Star, em Brasília, no fim da tarde desta quarta-feira (7/1), após passar por exames médicos motivados por um traumatismo craniano leve. Ele foi liberado por volta das 16h30 e retornou à Superintendência da Polícia Federal (PF), local onde cumpre pena.
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Bolsonaro foi encaminhado à unidade hospitalar após sofrer uma queda na noite de terça-feira (6/1), quando bateu a cabeça em um móvel dentro da cela. O ex-presidente cumpre condenação de 27 anos e 3 meses de prisão por participação em uma tentativa de golpe de Estado.
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A realização dos exames foi solicitada pela defesa, que apontou a necessidade de investigação de um quadro clínico compatível com traumatismo craniano, síncope noturna associada à queda, possível crise convulsiva, oscilação temporária de memória e uma lesão cortante na região temporal direita. Durante a permanência no hospital, Bolsonaro realizou tomografia computadorizada do crânio, ressonância magnética e eletroencefalograma, exames indicados para avaliar possíveis alterações neurológicas decorrentes do impacto.
O médico Brasil Caiado, que acompanha o ex-presidente, afirmou que Bolsonaro sofreu um traumatismo craniano leve e descartou a ocorrência de convulsão. Segundo o profissional, a queda aconteceu após Bolsonaro se levantar da cama, e não enquanto dormia, como havia sido informado inicialmente. Caiado também afirmou que investiga a causa do episódio, apontando como principal suspeita a interação de medicamentos utilizados no tratamento das crises de soluço intermitentes, que poderiam ter provocado tontura.
Na saída do hospital, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que não teve autorização para acompanhar o ex-presidente durante os exames e voltou a criticar a demora no atendimento médico. Segundo ela, o quarto de Bolsonaro é aberto por volta das 8h para a administração dos primeiros medicamentos do dia, mas o perito da PF só teria sido acionado às 8h40. A Superintendência da PF, por sua vez, informou que a cela foi aberta às 7h40, divergindo dos horários citados.
Diante do cenário, Michelle Bolsonaro e o filho do ex-presidente, Carlos Bolsonaro, afirmaram que a defesa segue solicitando a conversão da pena para prisão domiciliar, alegando que Bolsonaro não possui condições de permanecer detido na sede da Polícia Federal.
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