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Bolsonaro diz em depoimento que “não podia ficar desarmado” por ter mulheres em casa

Ex-presidente é investigado após arma ser apreendida com militar ligado à sua segurança; caso pode influenciar análise sobre prisão domiciliar.

Por Jonas Souza

24/06/2026 às 16:37 - Atualizado em 30/06/2026 às 09:48

Resumo 

Jair Bolsonaro afirmou em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal que não poderia ficar desarmado por haver “três mulheres em casa” durante sua prisão domiciliar. A declaração foi registrada em decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que analisa possível falta grave relacionada à posse de uma arma apreendida com um militar ligado à segurança do ex-presidente. O caso pode impactar a manutenção do regime de prisão domiciliar.

Notícias do Brasil – O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal que mantinha uma arma de fogo em sua residência porque não poderia ficar desarmado diante da presença de “três mulheres em casa”. A declaração, prestada no contexto de uma investigação sobre a origem e a posse de um armamento apreendido, foi citada em decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Leia mais: Moraes vê possível falta grave de Bolsonaro por posse de arma durante prisão domiciliar e pede parecer da PGR

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O caso reacende a análise sobre o cumprimento das condições da prisão domiciliar do ex-presidente e pode gerar desdobramentos na execução da pena, atualmente sob avaliação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O que aconteceu no caso da arma

A investigação teve início após uma operação policial que apreendeu uma pistola durante uma abordagem no Distrito Federal. O armamento estava com um militar do Exército que, segundo os registros da ocorrência, atuava na segurança de Bolsonaro e teria declarado que a arma pertencia ao ex-presidente.

Após o episódio, Bolsonaro foi ouvido pela Polícia Civil em um depoimento curto, com duração aproximada de cinco minutos, no qual confirmou a posse do armamento e apresentou sua versão sobre a situação.

Segundo a defesa, a arma estaria com defeito e teria sido entregue a um integrante da equipe de segurança apenas para manutenção técnica.

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O que Bolsonaro declarou no depoimento

No depoimento, o ex-presidente justificou a posse da arma com base em questões de segurança pessoal dentro de sua residência. A frase citada na decisão judicial foi registrada da seguinte forma: “Tinha três mulheres em casa e eu não podia ficar desarmado.”

A declaração foi considerada relevante para a análise do ministro Alexandre de Moraes, que avaliou o caso dentro do contexto das regras da Lei de Execução Penal aplicáveis ao regime de prisão domiciliar.

Por que o caso pode ser considerado falta grave

O Supremo Tribunal Federal analisa se houve descumprimento das condições impostas ao cumprimento da pena. A legislação prevê que o condenado em regime de execução penal pode sofrer sanções em caso de falta grave, incluindo restrições de benefícios e até alteração do regime de cumprimento da pena.

No despacho, Moraes aponta que a posse de arma de fogo durante a prisão domiciliar pode se enquadrar nesse tipo de infração, dependendo da análise da PGR.

Entre as possíveis consequências estão:

  • revisão da prisão domiciliar
  • perda de benefícios da execução penal
  • reavaliação do regime de cumprimento da pena

A decisão final ainda depende de manifestação do Ministério Público Federal.

O que diz a defesa de Bolsonaro

A defesa do ex-presidente nega qualquer irregularidade e afirma que não houve intenção de descumprir decisões judiciais. Os advogados sustentam que a arma não estava apta para uso, pois teria passado por retirada de componentes internos para reparo. Também alegam que Bolsonaro possui registro legal de posse e que o armamento estava em processo de manutenção.

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Em nota, a defesa classificou o episódio como um mal-entendido e pediu o arquivamento da investigação.

Qual é o contexto da prisão domiciliar

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em razão de condenação em processo relacionado a tentativa de ruptura institucional. A medida foi concedida em caráter humanitário após alegações de problemas de saúde, incluindo quadro clínico complexo e histórico de cirurgias recentes. O prazo atual da prisão domiciliar está sob análise judicial, e o novo episódio surge justamente no momento em que o STF avalia sua possível manutenção ou revisão.

Qual o impacto político e jurídico

O caso amplia a tensão jurídica em torno da execução da pena do ex-presidente e adiciona mais um elemento ao conjunto de investigações em andamento. Do ponto de vista jurídico, o ponto central é a interpretação sobre o cumprimento das condições impostas pelo regime domiciliar. Já no campo político, o episódio tende a gerar repercussão entre apoiadores e críticos de Bolsonaro, especialmente em um cenário de forte polarização.

Especialistas em direito penal destacam que, em situações de execução de pena, qualquer elemento que indique descumprimento de regras pode ser analisado de forma rigorosa pelo Judiciário. O ministro Alexandre de Moraes determinou que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre o caso no prazo de 48 horas. Após isso, o STF poderá decidir se houve ou não falta grave e quais medidas serão adotadas.

Até lá, o processo segue em análise sem decisão definitiva sobre eventuais sanções.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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