Bolsonaro diz que já tem na Câmara votos para aprovar anistia do 8 de Janeiro
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) almoçou com líderes da oposição no Senado Federal, nesta terça-feira (18/2).
- Foto: Reprodução
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou nesta terça-feira (18) que a principal prioridade da oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é a aprovação da anistia para os presos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Durante uma conversa com parlamentares, Bolsonaro disse acreditar que a Câmara dos Deputados já possui votos suficientes para aprovar a medida.
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O ex-presidente revelou que discutiu o tema com Gilberto Kassab, presidente do PSD, maior bancada do Senado. “O que sinto, conversando com parlamentares do PSD, é que a maioria votaria favoravelmente à anistia”, afirmou Bolsonaro. Segundo ele, a aprovação na Câmara já estaria garantida, caso o assunto fosse colocado em votação.
Bolsonaro também compartilhou uma conversa sobre a situação de uma mulher que, segundo ele, se viu separada dos filhos devido às condenações de seu marido, que estaria foragido após os eventos de 8 de janeiro. “Imagine você ir dormir e acordar sem o filho do lado? O presidente da Câmara, Hugo Motta, recebeu essa senhora com seis filhos, sendo o mais velho de 10 anos e o mais jovem de 10 meses”, relatou Bolsonaro. “Aí eu te pergunto, essa punição é justa? 14 ou 17 anos de prisão?”, questionou, criticando a severidade das penas para os envolvidos nas invasões aos prédios dos Três Poderes.
No início de fevereiro, Hugo Motta (PL), presidente da Câmara, afirmou que há um “desequilíbrio” nas condenações dos envolvidos nos ataques, sugerindo que, na sua visão pessoal, não houve tentativa de golpe. Essa declaração gerou controvérsia e reacendeu o debate sobre as punições e as circunstâncias dos eventos de 8 de janeiro.
A proposta de anistia aos presos, que até agora têm enfrentado penas severas por envolvimento nos atos antidemocráticos, tem sido defendida principalmente por parlamentares de oposição. A medida, caso aprovada, pode representar uma grande reviravolta nas tensões políticas atuais, dividindo a opinião pública e afetando diretamente a relação entre o governo Lula e a oposição.
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