Bolsonaro ironiza governo Lula por MP que deve beneficiar empresa dos irmãos Batista e prejudicar população: “o amor agora voltou”
Estudo aponta que parte do valor devido pela Amazonas Energia será paga pelos mais pobres, incluindo famílias do Norte e Nordeste que recebem tarifa social.
- Foto: Reprodução
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ironizou uma medida provisória (MP) do governo Lula (PT) que favorece a Âmbar, empresa de energia do Grupo J&F dos irmãos Batista, que terá um impacto significativo na conta de luz das famílias de baixa renda no Brasil devido dívida da Amazonas Energia.
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Um estudo recente da TR Soluções, uma empresa de tecnologia especializada em tarifas de energia, em conjunto com entidades do setor elétrico, revelou que a medida provisória (MP) além de aumentar as tarifas para todos os consumidores das regiões Norte e Nordeste, também afetará a indústria, que tende a repassar o aumento para os preços dos produtos.
“Enquanto reduzimos impostos, inclusive das contas de luz, o amor agora voltou”, disse Bolsonaro.
A MP publicada em 13 de junho transfere as dívidas da Amazonas Energia relacionadas à contratação de energia das termoelétricas da CDE para o EER. Essa mudança de encargo, aparentemente técnica, resulta em um impacto direto nas contas de luz das famílias de baixa renda. Segundo Helder Sousa, diretor de Regulação da TR Soluções, “quando você transfere custos da CDE para o EER, você altera a forma de rateio desses custos, impactando as famílias que hoje recebem o desconto através da tarifa social”.
A TR Soluções calculou que, devido à MP, as famílias de baixa renda terão um custo adicional em suas tarifas de energia que pode variar entre R$ 3,64 por Megawatt-hora (MWh) e R$ 5,71 por MWh, dependendo do custo da energia negociada no mercado livre, que influencia o cálculo dos encargos repassados na conta de luz.
A TR afirma que o impacto na conta de luz será percebido de forma diferente segundo as regiões, uma vez que o EER tem seus custos distribuídos de forma desigual pelo País.
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