Bolsonaro não comparece ao 1º dia de julgamento no STF
Ex-presidente alega problemas de saúde.

Reprodução Youtube
Notícias do Brasil – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não compareceu ao primeiro dia de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (2). Sua defesa afirmou que ele está debilitado por problemas de saúde decorrentes da facada sofrida em 2018, o que o levou a optar por acompanhar a sessão de casa.
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O gesto, porém, foi interpretado por analistas como um reconhecimento tácito da provável condenação. Segundo o colunista Leonardo Sakamoto, do UOL, a ausência reforça a estratégia de tentar garantir o cumprimento da pena em regime domiciliar sob justificativa humanitária. Bolsonaro, que atualmente está em prisão domiciliar, sequer solicitou autorização para comparecer à Corte.
O julgamento, conduzido pela Primeira Turma do STF, marca a primeira vez que um ex-presidente brasileiro é julgado por tentativa de golpe de Estado. Além de Bolsonaro, outros sete réus — entre militares, ex-ministros e aliados políticos — também respondem por participação na suposta trama para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva em janeiro de 2023.
A sessão desta terça começou com a abertura do presidente da Turma, ministro Cristiano Zanin, seguida da leitura do relatório de Alexandre de Moraes, relator do processo. Em seguida, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, vai apresentar a acusação. As defesas têm até uma hora cada para as sustentações orais.
A defesa de Bolsonaro devem alegar que a denúncia se baseia em um “golpe imaginado”, pedindo ainda a anulação da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência. Segundo os advogados, não há provas concretas de que o ex-presidente tenha participado ativamente da conspiração.
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O julgamento prossegue nos dias 3, 9, 10 e 12 de setembro, com sessões pela manhã e à tarde. Todas as etapas estão sendo transmitidas ao vivo pela TV Justiça e por canais de comunicação independentes, em um processo acompanhado em tempo real pela opinião pública.
O caso também tem repercussões internacionais. A crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos, acirrada desde julho, segue no pano de fundo das discussões. Naquele mês, Washington revogou vistos de ministros do STF e de integrantes da PGR, em reação a medidas que considerou restritivas à liberdade de expressão.
Com o início do julgamento, a expectativa é de um desfecho histórico que poderá redefinir os limites da responsabilidade criminal de um ex-presidente no Brasil.
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