Bolsonaro não segura a emoção ao falar sobre exílio de Eduardo nos EUA para denunciar ditadura da toga: “Mais um filho distante”
Eduardo anunciou hoje que se licenciará do mandato.
- Foto: Reprodução/Luciana Saraiva/Poder 360
Notícias do Brasil – Na tarde desta terça-feira (18), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se emocionou ao falar sobre o afastamento de seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), dos compromissos políticos no Brasil. Durante a inauguração de uma exposição sobre o Holocausto no Senado Federal, em Brasília, o ex-presidente declarou, com a voz embargada, que o filho estava se afastando “mais do que por um momento de patriotismo”. Eduardo anunciou hoje que se licenciará do mandato para continuar sua atuação nos Estados Unidos, onde se dedicará a fazer lobby contra o Judiciário e o governo brasileiro.
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“Hoje está sendo um dia marcante para mim. (Voz embargada) O afastamento de um filho. Mais um filho que se afasta mais do que por um momento de patriotismo. Um filho que se afasta para combater algo como o nazifascismo que se coloca no nosso país”, disse Bolsonaro, visivelmente emocionado.
O ex-presidente também aproveitou a ocasião para reclamar sobre a apreensão de seu passaporte, uma medida determinada pela Justiça, que, segundo ele, o impediu de ir aos EUA para participar da posse de Donald Trump (Republicanos). “Tenho convicção de que ele (Trump) continuará abraçando meu filho”, afirmou Bolsonaro, referindo-se ao apoio demonstrado por Trump a Eduardo em um evento conservador realizado no mês passado.
Referências ao Holocausto e à perseguição política
Na solenidade, Bolsonaro fez uma comparação entre os problemas que enfrenta atualmente e as dificuldades vividas pelos judeus durante o Holocausto. “Todos os problemas que possamos ter no momento não se comparam ao que nossos irmãos judeus viveram no passado”, afirmou, destacando a importância de lembrar e refletir sobre as tragédias do passado.
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O evento contou com a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do filho mais velho do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além de aliados no Congresso e representantes da comunidade judaica, incluindo o embaixador de Israel, Daniel Zonshine.
Exposição sobre o Holocausto
A exposição foi organizada pela senadora Damares Alves (PL-DF), e teve início com uma oração de um pastor evangélico pela “paz de Israel”. Um coral da mesma igreja também se apresentou durante a solenidade. O evento aconteceu no mesmo dia em que o governo de Israel anunciou a retomada dos ataques a Gaza, quebrando o acordo de cessar-fogo. De acordo com as autoridades palestinas, mais de 400 pessoas já foram mortas nos ataques desta terça-feira.
Em seu discurso, Bolsonaro fez uma reflexão sobre a importância de preservar a memória histórica e os direitos humanos, apontando a relevância de se posicionar contra regimes autoritários e injustos. A cerimônia, que marcou o início da exposição, também foi uma oportunidade para o ex-presidente manifestar seu apoio a movimentos que, segundo ele, se opõem ao que chamou de “nazifascismo” presente no Brasil.
Eduardo Bolsonaro nos EUA
A decisão de Eduardo Bolsonaro de se licenciar do mandato e permanecer nos Estados Unidos reforça a estratégia da família Bolsonaro de intensificar suas ações internacionais. Com o objetivo de estreitar laços com a extrema direita global e criticar o Judiciário brasileiro, o deputado tem se dedicado a fortalecer a presença da família Bolsonaro em temas políticos de relevância internacional, principalmente no contexto da relação com o governo dos EUA.
A solenidade e a inauguração da exposição no Senado se tornaram, assim, um momento de reflexão para Bolsonaro, enquanto ele se prepara para enfrentar mais um capítulo da sua trajetória política, agora com seu filho se distanciando ainda mais do cenário nacional.
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