Bolsonaro repete estratégia usada por Lula em 2018, mas Flávio é punido por divulgar carta
Divulgação da carta levou o STF a suspender as visitas de Flávio Bolsonaro ao ex-presidente por 90 dias.
- A “Carta aos Brasileiros” de Jair Bolsonaro, lida por Flávio Bolsonaro, retomou uma estratégia semelhante à usada por Lula em 2018, quando ele apresentou Fernando Haddad como seu representante e sucessor.
- No caso de Bolsonaro, a divulgação do documento nas redes levou o STF a suspender por 90 dias o direito de Flávio visitar o ex-presidente, por possível descumprimento de medida cautelar que proíbe Jair Bolsonaro de usar plataformas digitais por terceiros.
- A carta de Bolsonaro pede apoio à pré-candidatura de Flávio, tratando-o como “pré-candidato” e “porta-voz”, enquanto Lula em 2018 transferiu simbolicamente a disputa presidencial (“O nosso nome agora é Haddad”).
- A oposição criticou a decisão do STF, argumentando que Lula teve mais interlocução durante o período em que esteve preso, defendendo tratamento semelhante para Bolsonaro.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: reprodução
Notícias do Brasil – A divulgação da “Carta aos Brasileiros”, assinada por Jair Bolsonaro e lida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), resgatou uma estratégia já utilizada na política brasileira. Em 2018, quando estava preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, o então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou uma carta apresentando Fernando Haddad como seu representante e sucessor na disputa presidencial.
Assim como Lula fez na ocasião, Bolsonaro utilizou um documento público para indicar quem considera seu porta-voz político e pedir apoio ao pré-candidato escolhido.
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Por que Flávio Bolsonaro foi penalizado
Apesar da semelhança entre os episódios, a divulgação da carta teve consequências imediatas para Flávio Bolsonaro.
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu por 90 dias o direito de visita do senador ao ex-presidente.
Na decisão, Moraes entendeu que a divulgação da carta pelas redes sociais configurou possível descumprimento da medida cautelar que proíbe Jair Bolsonaro de utilizar plataformas digitais, direta ou indiretamente, por intermédio de terceiros.
Além da suspensão das visitas, o ministro concedeu prazo para manifestação da defesa e encaminhou o caso para análise sobre eventual propaganda eleitoral antecipada.
O que diz a carta divulgada por Bolsonaro
No documento, Jair Bolsonaro afirma que o Brasil vive um “momento de decisão para o futuro” e pede que apoiadores se unam em torno da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
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O ex-presidente define o filho como seu “pré-candidato” e “porta-voz”, afirmando confiar nele para conduzir o país.
Durante a transmissão ao vivo, Flávio incentivou apoiadores a compartilhar o conteúdo e defendeu que o Congresso eleito em 2027 terá maioria conservadora.
Segue vídeo completo onde Flavio ler a carta de Jair Bolsonaro ao povo brasileiro. pic.twitter.com/yNJ3c5cSdC
— Jakelyne Loiola (@Jakelyneloiola_) July 11, 2026
Como foi a carta de Lula em 2018
A carta divulgada por Lula em setembro de 2018 tinha objetivo semelhante.
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No texto, o petista transmitiu a Fernando Haddad a responsabilidade de disputar a Presidência em seu lugar, após sua candidatura ser barrada pela Justiça Eleitoral.
Em um dos trechos mais conhecidos, Lula escreveu:
“O nosso nome agora é Haddad.”
Na época, o documento foi lido publicamente pelo ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, em Curitiba.
Em 2018, durante a campanha eleitoral, o então ex-presidente Lula – que estava preso na Superintendência da PF – escreveu uma carta que foi lida em um ato de campanha de Fernando Haddad, candidato à Presidência na ocasião. pic.twitter.com/6KHaz3z6KE
— Sam Pancher (@SamPancher) July 13, 2026
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Quais são as semelhanças entre os dois episódios
Os dois casos apresentam pontos em comum:
- ambos os ex-presidentes estavam impedidos de disputar a eleição;
- utilizaram cartas públicas para apresentar seus sucessores políticos;
- transferiram simbolicamente sua liderança ao candidato escolhido;
- os documentos foram divulgados por aliados próximos.
A principal diferença é que, no caso de Bolsonaro, a divulgação da carta resultou em uma decisão judicial que restringiu o contato entre o ex-presidente e seu filho.
Qual foi a reação da oposição?
O líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho (PL-RN), criticou a decisão do STF.
Segundo ele, Lula recebeu diversas visitas e manteve interlocução política enquanto esteve preso em 2018, defendendo que Jair Bolsonaro receba tratamento semelhante perante a Justiça.
Contexto para o leitor
A comparação entre os episódios de 2018 e 2026 ganhou força após a decisão do STF envolvendo a divulgação da carta de Jair Bolsonaro. Embora ambos os ex-presidentes tenham recorrido a documentos públicos para apresentar seus sucessores políticos, o caso atual passou a envolver o debate sobre o cumprimento de medidas cautelares, o uso indireto das redes sociais e os limites da atuação política durante restrições impostas pela Justiça.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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