A notícia que atravessa o Brasil!

Pesquisar por em AM POST

Brasil

Bolsonaro sobre delação de Lessa no caso Marielle: ‘Para mim, é um alívio’

Segundo o ex-presidente da República, o acordo encerra as dúvidas sobre sua participação no crime contra Marielle.

24/01/2024 às 20:17

Foto: Alan Santos

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira, 23, estar “aliviado” com a delação de Ronnie Lessa, acusado de executar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, à Polícia Federal (PF). O acordo de colaboração premiada de Lessa ainda precisa ser homologado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Segundo Bolsonaro, o acordo encerra dúvidas sobre sua participação no crime contra Marielle. “Para mim, é um alívio. Bota um ponto final nessa história. Em 2019, tentaram me vincular ao caso e me apontar como mandante do crime. Teve o tal do porteiro tentando vincular a mim. Eu estava na Arábia na ocasião e fui massacrado”, afirmou ao portal Metrópoles.

PUBLICIDADE

O executor do crime, conforme indicam as investigações do caso, teria apontado o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Inácio Brazão como o autor intelectual dos assassinatos em 14 de março de 2018, segundo o site The Intercept Brasil.

O advogado Márcio Palma, que defende Brazão, diz que, por mais de uma ocasião, pediu acesso à investigação, tendo seus pedidos sido negados, “motivo pelo qual desconhece o teor dos elementos contidos no inquérito”.

“Para além de tais informações, esclarece não conhecer os personagens da trama delituosa. Esclarece, ainda, que jamais teve qualquer envolvimento com eles e tampouco relação com os fatos. Diante das especulações que buscam envolvê-lo no delito, destaca que as matérias apresentam razões inverossímeis para tentar lhe trazer para o bojo das investigações, evidenciando assim a inexistência de motivação que possa lhe vincular ao caso Por fim, coloca-se à disposição para todo esclarecimento e espera que os fatos sejam concretamente esclarecidos, de modo a encerrar a tentativa de lhe associar ao trágico enredo”, diz por nota enviada ao Estadão.

As dúvidas sobre uma possível participação do ex-presidente no caso surgiram após a divulgação de dois depoimentos à Polícia Civil de um porteiro do condomínio Vivendas da Barra, onde Bolsonaro possui uma residência na zona oeste do Rio. O porteiro afirmou que um dos acusados do assassinato teria entrado no condomínio com permissão de uma pessoa que atendeu o interfone na casa do ex-presidente. A versão, no entanto, foi negada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ).

PUBLICIDADE

Na ocasião, em 2019, a promotora Simone Sibilio declarou que a testemunha teria fornecido informação falsa ao associar Bolsonaro a Elcio Queiroz, acusado de dirigir o veículo de onde partiram os tiros que mataram Marielle e Anderson Gomes. Elcio encontrou com Ronnie Lessa, acusado de efetuar os disparos, na casa do atirador. Ronnie morava no Vivendas da Barra, assim como o presidente e seu filho Carlos Bolsonaro.

O porteiro disse que, ao interfonar para a casa, recebeu do “seu Jair” permissão para a entrada do carro no local. O veículo, porém, se dirigiu à casa 65, onde morava Ronnie Lessa – também preso, sob a acusação de ter feito os disparos contra a vereadora e o motorista. Ele registrou que a ligação teria sido feita à casa 58, de Bolsonaro.

Regularização fundiária pode ter motivado o crime

Uma das linhas de investigação da Polícia Federal sobre a motivação do crime é uma disputa por terra na zona oeste do Rio, segundo O Globo. Em delação, Lessa teria dito que Marielle virou alvo por defender a ocupação de terrenos por pessoas de baixa renda e que o processo fosse acompanhado por órgãos como o Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio e o Núcleo de Terra e Habitação, da Defensoria Pública do Rio.

De acordo com Lessa, o mandante do assassinato buscava a regularização de um condomínio na região de Jacarepaguá sem respeitar o critério de área de interesse social. O objetivo seria obter o título de propriedade para especulação imobiliária Em entrevista ao Estadão, o general Richard Nunes, então secretário da Segurança Pública do Rio, em dezembro de 2018, afirmou que a vereadora foi morta porque milicianos acreditaram que ela podia atrapalhar os negócios ligados à grilagem de terras.

Estadão Conteúdo

Estadão Conteúdo

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

O AM POST está em todo lugar

Baixe agora mesmo o nosso app

Faça parte da comunidade

  • Praticidade na informação

  • Notícias todos os dias

  • Compartilhe com facilidade

WhatsApp Telegram
Sobre o TEA

O Autismo é ver o mundo de um outro jeito, e cada um de nós temos que achar um jeito de entender as diferenças.

Dr. Leonardo Maranhão

Últimas notícias

Amazonas

Audiência na Câmara cobra esclarecimentos da Âmbar sobre fornecimento de energia no Amazonas

Debate reuniu parlamentares, órgãos de defesa do consumidor e representantes do setor elétrico.

há 46 segundos

Brasil

Alcolumbre impõe primeira derrota à nova líder do governo no Senado e mantém pauta criticada pelo Planalto

Teresa Leitão não conseguiu convencer o presidente do Senado a retirar da pauta a PEC da aposentadoria especial dos agentes comunitários,.

há 10 minutos

Esporte

Lucas Paquetá sofre lesão muscular e desfalca o Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo

Meio-campista sofreu uma lesão na parte posterior da coxa esquerda durante a vitória sobre o Japão e iniciará tratamento com o departamento médico da Seleção.

há 30 minutos

Manaus

MP-AM investiga buracos deixados por obras da Águas de Manaus no bairro Lírio do Vale

Inquérito Civil apura necessidade de recuperação asfáltica após reclamações de moradores sobre crateras nas vias.

há 47 minutos

Polícia

Câmeras registram assalto a comércio em Maués e criminosos levam mais de R$ 40 mil

Câmeras de segurança registraram toda a ação criminosa.

há 1 hora