“Brasil já é pior que Venezuela”, diz Eduardo após Bolsonaro ser impedido de usar redes sociais
O parlamentar comparou o Brasil ao regime autoritário da Venezuela e afirmou que a oposição brasileira é ainda mais perseguida.
- (Foto: Divulgação)
Notícias do Brasil – O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a atacar o Supremo Tribunal Federal (STF) e, em especial, o ministro Alexandre de Moraes. Em nova publicação feita nesta terça-feira (22), o parlamentar comparou o Brasil ao regime autoritário da Venezuela e afirmou que a oposição brasileira é ainda mais perseguida que a venezuelana.
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“Sob muitos aspectos, o Brasil já é pior do que a Venezuela”, escreveu Eduardo em seu perfil no X (antigo Twitter), ao mencionar a líder opositora venezuelana María Corina Machado. Para ele, mesmo atuando contra um regime autoritário, Corina mantém sua liberdade de expressão — algo que, segundo Eduardo, não seria possível no Brasil atual.
“Reparem que María Corina não foi proibida de usar redes sociais e segue criticando a perseguição à oposição ativamente. No Brasil, por outro lado, Jair Bolsonaro e muitos outros já não podem mais fazer nem isso”, escreveu o filho 03 do ex-presidente, em tom de crítica direta às decisões judiciais recentes envolvendo lideranças da direita.
Eduardo argumenta que a atuação de Moraes estaria comprometendo as liberdades democráticas no país. “Não podemos assistir calados enquanto ele destrói nossas liberdades e lança todos nós no caminho da miséria e da desgraça. Temos que lutar enquanto ainda há tempo”, afirmou, conclamando a militância bolsonarista à mobilização.
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A fala se insere num contexto em que o ex-presidente Jair Bolsonaro está proibido de utilizar redes sociais por decisão do STF, sob a justificativa de que o uso das plataformas poderia interferir em investigações em curso. O ex-mandatário também responde a processos por supostos crimes contra a democracia, inclusive por envolvimento em tentativa de golpe.
Enquanto isso, Eduardo Bolsonaro segue nos Estados Unidos, onde permaneceu por mais de quatro meses afastado do mandato parlamentar. A permanência do deputado fora do país e seus ataques constantes ao Supremo reacendem os embates institucionais entre os Três Poderes.
Apesar das críticas, o STF ainda não se manifestou oficialmente sobre as novas declarações do deputado.
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