Brasil mantém pior posição histórica em ranking global de corrupção
De acordo com o relatório, o desempenho negativo brasileiro reflete o avanço da infiltração do crime organizado em estruturas do Estado.
- Foto: Agência Brasil
Resumo
O Brasil manteve sua pior colocação histórica no Índice de Percepção da Corrupção 2025, divulgado pela Transparência Internacional. Mesmo com leve aumento na pontuação, o país segue em 107º lugar, impactado por escândalos como o caso do Banco Master, desvios de emendas parlamentares e fraudes bilionárias no INSS.
Notícias do Brasil – O Brasil voltou a figurar entre os países com pior desempenho no Índice de Percepção da Corrupção (IPC). Segundo relatório divulgado nesta terça-feira (10/2) pela Transparência Internacional, o país ocupa a 107ª posição entre 182 países e territórios avaliados em 2025, com pontuação de 35 em uma escala que vai de 0 a 100.
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Apesar de um avanço de um ponto em relação a 2024, o resultado não foi suficiente para tirar o Brasil de sua pior colocação histórica no ranking.
Crime organizado e escândalos pesam no resultado
De acordo com o relatório, o desempenho negativo brasileiro reflete o avanço da infiltração do crime organizado em estruturas do Estado e o aliciamento de autoridades públicas. A entidade cita uma sequência de casos de grande repercussão que evidenciaram fragilidades institucionais, especialmente no sistema financeiro e na advocacia.
Entre os principais episódios mencionados estão o escândalo envolvendo o Banco Master, desvios de emendas parlamentares, fraudes em licitações e esquemas de lavagem de dinheiro por meio de contratos públicos que atingiram lideranças políticas em pelo menos cinco estados.
Fraude no INSS é destaque negativo
O documento também ressalta a Operação Sem Desconto, que revelou o maior esquema de corrupção previdenciária já registrado no país. As investigações apontaram fraudes em descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas do INSS, afetando centenas de milhares de beneficiários e expondo falhas graves de governança no sistema.
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Segundo a Transparência Internacional, o caso simboliza a dimensão da macrocorrupção enfrentada pelo Brasil nos últimos anos.
Estagnação preocupa especialistas
Com 35 pontos, o Brasil permanece abaixo da média global e da média das Américas, ambas fixadas em 42 pontos. Para a entidade, a variação de um ponto não é estatisticamente relevante e indica estagnação no combate à corrupção.
O diretor executivo da Transparência Internacional-Brasil, Bruno Brandão, avalia que, embora o país tenha sido reconhecido internacionalmente por decisões firmes do Supremo Tribunal Federal em defesa da democracia, também chamou atenção negativa por escândalos de corrupção em escala inédita e episódios de impunidade.
Comparação internacional
No ranking global, o Brasil aparece próximo de países como Sri Lanka, que também obteve 35 pontos, e atrás de nações como Argentina, Belize e Ucrânia, que alcançaram 36. No topo da lista estão Dinamarca, Finlândia e Cingapura, enquanto Somália e Sudão do Sul ocupam as últimas posições.
Diante do cenário, a Transparência Internacional apresentou uma série de recomendações aos poderes da República. Entre elas estão o fortalecimento de mecanismos de integridade no Executivo, a investigação de desvios na distribuição de emendas parlamentares, a instalação de uma CPMI para apurar o caso do Banco Master e a criação de códigos de conduta mais rigorosos no Judiciário.
A entidade também defende maior transparência institucional, combate a supersalários e o reforço das estruturas de controle e fiscalização para reverter o quadro de desconfiança.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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