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Brasil reforça pedido à ONU por soberania sobre ilha submersa rica em minerais estratégicos

A área chama atenção por sua grandiosidade, sendo maior do que a Islândia.

Por Hugo Guimarães

10/07/2025 às 13:49 - Atualizado em 05/08/2025 às 10:27

  • O Brasil intensificou esforços para que a Elevação do Rio Grande, rica em minerais estratégicos, seja reconhecida como parte de sua plataforma continental pela ONU, apresentando novas evidências científicas de continuidade geológica com o território nacional.
  • Pesquisas lideradas por cientistas da USP, em colaboração internacional, identificaram características geológicas e minerais valiosas na região, ressaltando seu potencial econômico, especialmente para a transição energética global.
  • O avanço das reivindicações brasileiras é acompanhado por preocupações ambientais, já que a exploração mineral pode afetar ecossistemas pouco conhecidos, tornando a questão tanto territorial quanto de compromisso com a preservação marinha.

Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

Brasil reforça pedido à ONU por soberania sobre ilha submersa rica em minerais estratégicos

Foto: Reprodução

Notícias de Brasil – O Brasil intensificou seus esforços para que a Elevação do Rio Grande, uma extensa formação geológica submersa localizada a cerca de 1.200 km da costa do Rio Grande do Sul, passe a integrar oficialmente sua plataforma continental. O pedido, submetido à Organização das Nações Unidas (ONU), foi reforçado este ano com novas evidências técnicas e científicas.

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A região em questão desperta o interesse do país não apenas por sua magnitude — maior, inclusive, que a Islândia — mas principalmente pelo potencial mineral. No local, há grandes concentrações de elementos usados na transição energética global, como cobalto, manganês, níquel e telúrio, além de terras raras, fundamentais para a fabricação de turbinas eólicas, baterias e equipamentos eletrônicos.

As normas da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar permitem que países reivindiquem a ampliação de sua plataforma continental, desde que comprovem conexão geológica com o território nacional. É nesse sentido que cientistas brasileiros vêm trabalhando: estudos coordenados pela Universidade de São Paulo (USP) indicam que a Elevação compartilha características com a crosta continental sul-americana. Amostras coletadas revelaram rochas com idades que variam de 540 milhões a 2 bilhões de anos, reforçando a tese de continuidade geológica.

Leia mais em: INSS condiciona devolução de descontos indevidos à desistência de ações judiciais

A origem da estrutura ainda é objeto de pesquisa. Há hipóteses de que ela tenha sido uma ilha tropical no passado remoto. As expedições também já identificaram vestígios vulcânicos e sedimentos marinhos que ajudam a reconstituir a evolução geológica do Atlântico Sul.

Liderado pelo professor Luigi Jovane, especialista em geofísica marinha e paleomagnetismo, o grupo da USP conta com apoio de instituições da Alemanha, Grã-Bretanha e Japão. Jovane ressalta que ainda há muito a se descobrir sobre a formação e a biodiversidade da área, cuja complexidade desafia cientistas e reforça a necessidade de estudos aprofundados.

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Ao mesmo tempo em que avança no mapeamento da região, o Brasil prepara uma nova missão científica em parceria com a Marinha, prevista para o final deste ano ou início de 2026. A meta é ampliar o conhecimento sobre os riscos e potenciais da exploração mineral em ambientes de águas profundas.

O interesse econômico, porém, vem acompanhado de alertas ambientais. A possível extração de minérios pode gerar impactos ainda não totalmente conhecidos, como alterações químicas nas águas profundas e efeitos sobre organismos pouco estudados que habitam o fundo oceânico. Isso faz da reivindicação brasileira não apenas uma questão territorial, mas também um compromisso com a preservação do ecossistema marinho do Atlântico Sul.

Ao ter sua demanda reconhecida pela ONU, o Brasil não só estenderia sua área de influência marítima, como assumiria também uma posição de liderança na governança ambiental das profundezas oceânicas da região.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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