Brasil reforça pedido à ONU por soberania sobre ilha submersa rica em minerais estratégicos
A área chama atenção por sua grandiosidade, sendo maior do que a Islândia.
- O Brasil intensificou esforços para que a Elevação do Rio Grande, rica em minerais estratégicos, seja reconhecida como parte de sua plataforma continental pela ONU, apresentando novas evidências científicas de continuidade geológica com o território nacional.
- Pesquisas lideradas por cientistas da USP, em colaboração internacional, identificaram características geológicas e minerais valiosas na região, ressaltando seu potencial econômico, especialmente para a transição energética global.
- O avanço das reivindicações brasileiras é acompanhado por preocupações ambientais, já que a exploração mineral pode afetar ecossistemas pouco conhecidos, tornando a questão tanto territorial quanto de compromisso com a preservação marinha.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

Foto: Reprodução
Notícias de Brasil – O Brasil intensificou seus esforços para que a Elevação do Rio Grande, uma extensa formação geológica submersa localizada a cerca de 1.200 km da costa do Rio Grande do Sul, passe a integrar oficialmente sua plataforma continental. O pedido, submetido à Organização das Nações Unidas (ONU), foi reforçado este ano com novas evidências técnicas e científicas.
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A região em questão desperta o interesse do país não apenas por sua magnitude — maior, inclusive, que a Islândia — mas principalmente pelo potencial mineral. No local, há grandes concentrações de elementos usados na transição energética global, como cobalto, manganês, níquel e telúrio, além de terras raras, fundamentais para a fabricação de turbinas eólicas, baterias e equipamentos eletrônicos.
As normas da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar permitem que países reivindiquem a ampliação de sua plataforma continental, desde que comprovem conexão geológica com o território nacional. É nesse sentido que cientistas brasileiros vêm trabalhando: estudos coordenados pela Universidade de São Paulo (USP) indicam que a Elevação compartilha características com a crosta continental sul-americana. Amostras coletadas revelaram rochas com idades que variam de 540 milhões a 2 bilhões de anos, reforçando a tese de continuidade geológica.
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A origem da estrutura ainda é objeto de pesquisa. Há hipóteses de que ela tenha sido uma ilha tropical no passado remoto. As expedições também já identificaram vestígios vulcânicos e sedimentos marinhos que ajudam a reconstituir a evolução geológica do Atlântico Sul.
Liderado pelo professor Luigi Jovane, especialista em geofísica marinha e paleomagnetismo, o grupo da USP conta com apoio de instituições da Alemanha, Grã-Bretanha e Japão. Jovane ressalta que ainda há muito a se descobrir sobre a formação e a biodiversidade da área, cuja complexidade desafia cientistas e reforça a necessidade de estudos aprofundados.
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Ao mesmo tempo em que avança no mapeamento da região, o Brasil prepara uma nova missão científica em parceria com a Marinha, prevista para o final deste ano ou início de 2026. A meta é ampliar o conhecimento sobre os riscos e potenciais da exploração mineral em ambientes de águas profundas.
O interesse econômico, porém, vem acompanhado de alertas ambientais. A possível extração de minérios pode gerar impactos ainda não totalmente conhecidos, como alterações químicas nas águas profundas e efeitos sobre organismos pouco estudados que habitam o fundo oceânico. Isso faz da reivindicação brasileira não apenas uma questão territorial, mas também um compromisso com a preservação do ecossistema marinho do Atlântico Sul.
Ao ter sua demanda reconhecida pela ONU, o Brasil não só estenderia sua área de influência marítima, como assumiria também uma posição de liderança na governança ambiental das profundezas oceânicas da região.
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