Brasil sediará próxima reunião entre Guiana e Venezuela sobre crise do Essequibo
O encontro anterior entre Nicolás Maduro e Irfaan Ali contribuiu para a redução das tensões entre os países.
- Foto: Reprodução
Os líderes de Guiana e Venezuela concluíram sua reunião em São Vicente e Granadinas com um acordo de que o próximo encontro para discutir o impasse relacionado a Essequibo será realizado no Brasil, em um prazo de até três meses. O encontro anterior entre Nicolás Maduro e Irfaan Ali contribuiu para a redução das tensões entre os países, e a reunião futura em território brasileiro será destinada a “considerar qualquer assunto com implicações para a região em disputa”.
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Georgetown e Caracas se comprometeram a não utilizar a força em nenhuma circunstância, apesar da divergência persistente sobre a região de Essequibo. Ambos concordaram que qualquer controvérsia entre os dois Estados será resolvida de acordo com o direito internacional, incluindo o Acordo de Genebra.
O plebiscito anunciado por Nicolás Maduro para a anexação da região de Essequibo elevou as tensões entre os dois países. A votação, realizada em 3 de dezembro, resultou na aprovação da anexação do território de quase 160 mil quilômetros quadrados, apesar do baixo quórum. O presidente da Guiana, Irfaan Ali, tem buscado aliados para assegurar a defesa da região, considerando até mesmo o pior cenário possível de um conflito armado.
A Guiana já havia enviado ofícios à Corte Internacional de Justiça (CIJ), com sede em Haia, na Holanda, antes do plebiscito venezuelano. O tribunal determinou que a Venezuela evitasse qualquer iniciativa que comprometesse o status quo com a Guiana.
Além das questões históricas e geopolíticas, a descoberta de petróleo bruto na Guiana em 2015 pela ExxonMobil intensificou a disputa pela região de Essequibo, que representa 70% do território da Guiana. A economia guianense experimentou um crescimento significativo, enquanto a capacidade de produção de petróleo da Venezuela diminuiu drasticamente.
O Brasil, que sediará a próxima reunião, busca desempenhar um papel mediador nesse impasse, promovendo um diálogo construtivo entre os países envolvidos.

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