Brasileira é presa no Camboja após ser vítima de tráfico humano
Segundo Myriam, a filha viajou ao país no fim de janeiro deste ano, acreditando que trabalharia legalmente.
- Reprodução
Notícias do Brasil – A arquiteta Daniela Marys de Oliveira, de 35 anos, está presa há sete meses no Camboja, no Sudoeste Asiático, após ter sido vítima de tráfico humano, segundo denúncia feita por sua mãe, Myriam Marys, que vive em João Pessoa (PB). Daniela aceitou uma proposta de emprego em telemarketing no exterior, mas acabou sendo enganada e detida injustamente por tráfico de drogas.
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Segundo Myriam, a filha viajou ao país no fim de janeiro deste ano, acreditando que trabalharia legalmente, mas acabou sendo levada para um local isolado. Dias depois, perdeu o contato com a família e, posteriormente, foi informada de que Daniela havia sido presa após a polícia encontrar cápsulas de droga no banheiro da casa onde ela estava hospedada.
A mãe afirma que a filha foi acusada injustamente de tráfico, e que teria se recusado a participar de um esquema de golpes na internet, o que pode ter motivado a prisão. “Ela implorou para fazer um teste toxicológico, mas nunca deixaram”, contou Myriam ao g1.
Durante o período em que está detida, Daniela adoeceu e tem enfrentado condições precárias dentro da penitenciária, onde divide cela com cerca de 90 mulheres. De acordo com a mãe, o médico da prisão recomendou exames fora da unidade, mas o atendimento foi negado por semanas.
Além disso, a família foi vítima de um golpe financeiro de R$ 27 mil, aplicado por criminosos que se passaram por representantes do suposto emprego no Camboja. “Eles pediram dinheiro dizendo que era para pagar uma multa de rescisão contratual. Nós acreditamos e transferimos”, lamentou Myriam.
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O Itamaraty informou que está ciente da situação, mas familiares reclamam da falta de respostas concretas. “Enviei documentos, e-mails, tudo. A resposta é sempre a mesma: ‘Estamos acompanhando o caso’. Mas ninguém faz nada”, desabafou a mãe.
O julgamento de Daniela está marcado para o dia 23 de outubro, e a família tenta reunir recursos para pagar advogados locais que possam representar a brasileira e impedir que ela seja condenada injustamente.
“Só quero que ela volte viva para casa”, disse Myriam, emocionada.
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