Brasil

Brasil


A notícia que atravessa o Brasil!

Pesquisar por em AM POST

Brasileiros recrutados pelo Hezbollah ganhavam diárias de luxo no Líbano, presentes, tradutor e escolta

Após análise, a Justiça determinou que os elementos reunidos até o momento pelos investigadores confirmaram a existência de uma “rede de terrorismo em estado embrionário”.

08/12/2023 às 20:33 - Atualizado em 08/12/2023 às 20:35

Foto: Stringer – Anadolu Agency

Mensagens e arquivos obtidos a partir da quebra de sigilo dos telefones e e-mails dos investigados na Operação Trapiche indicam que brasileiros estavam sendo recrutados pelo Hezbollah, grupo paramilitar xiita do Líbano, para ações terroristas no Brasil.

PUBLICIDADE

Após analisar o relatório do material, a juíza Raquel Vasconcelos Alves de Lima, da 2.ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte, afirmou que os elementos reunidos até o momento pelos investigadores confirmaram a existência de uma “rede de terrorismo em estado embrionário”.

O sírio naturalizado brasileiro Mohammad Khir Adbulmajid, dono de tabacarias em Belo Horizonte, é apontado como o elo entre o Hezbollah e os brasileiros. O nome dele foi colocado na lista de difusão vermelha – mais procurados – da Interpol. Segundo investigadores, Mohammad estaria no Líbano. O braço-direito dele seria o libanês naturalizado brasileiro Haissam Housin Diab.

O modus operandi do grupo foi descrito pelo Ministério Público Federal (MPF) em uma representação enviada à Justiça. O documento narra que Mohammad e Haissam eram responsáveis por cooptar brasileiros, preferencialmente homens que tivessem antecedentes criminais. Os “candidatos” eram enviados para o Líbano, onde passavam por “entrevistas” com lideranças do Hezbollah. A organização custeava passagens, diárias em hotéis de luxo e todos os outros gastos durante a estadia. Também distribuía presentes, como relógios de luxo.

“Durante a entrevista, o referido ‘chefe’ da organização indagava os potenciais recrutas sobre suas vidas pessoais, questões políticas, e os questionava se seriam capazes de ‘matar e sequestrar’ a mando da organização. Ocasionalmente também pediam referências de outros brasileiros com antecedentes criminais capazes de ‘matar por dinheiro’”, escreve o MPF.

PUBLICIDADE

A Polícia Federal ouviu quatro brasileiros que viajaram para o Líbano. Os depoimentos são semelhantes: eles narraram aos investigadores que viajaram acreditando que teriam oportunidades de negócio, mas sem saber mais detalhes sobre as propostas. Dois deles relataram que foram levados do hotel por homens armados em carros com cortinas para a entrevista. A conversa era intermediada por um homem que falava espanhol e fazia a tradução Depois, eram orientados a tirar fotos em locais turísticos simular que estavam no Líbano a passeio.

Prisão

Nesta semana, a Justiça Federal mandou soltar o técnico em plásticos Jean Carlos de Souza e o músico Michael Messias. Eles estavam presos temporariamente, mas na avaliação dos investigadores e da juíza do caso “não oferecem perigo à investigação ou à sociedade”.

O autônomo Lucas Passos Lima, que também foi preso na Operação Trapiche, teve a prisão temporária convertida em preventiva, que não tem prazo para terminar. Ele foi preso no aeroporto de Guarulhos, quando voltava do Líbano.

A perícia no celular de Lucas indica que ele teria monitorado sinagogas em Brasília e em Goiás para possíveis ataques terroristas. O autônomo também estaria fazendo aulas de tiro, segundo a investigação, e teria tentado cooptar um piloto de avião. O Estadão entrou em contato com a defesa dele e aguarda resposta.

Estadão Conteúdo

Estadão Conteúdo

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

O AM POST está em todo lugar

Baixe agora mesmo o nosso app

Faça parte da comunidade

  • Praticidade na informação

  • Notícias todos os dias

  • Compartilhe com facilidade

WhatsApp Telegram
Sobre o TEA

O autismo não limita as pessoas. Mas o preconceito sim, ele limita a forma com que as vemos e o que achamos que elas são capazes.

Letícia Butterfield

Últimas notícias

Polícia

Mulher de 37 anos é morta com arma branca na Avenida Cosme Ferreira em Manaus

Patrícia Kelly Penha Ferreira morreu após sofrer ferimentos provocados por arma branca.

há 26 minutos

Brasil

Avó, mãe e filha estão entre as quatro vítimas de queda de helicóptero no Rio de Janeiro

Turistas colombianas viajavam juntas em um helicóptero Robinson R44 que caiu na região da Vista Chinesa.

há 55 minutos

Brasil

Lula e Alcolumbre devem se reunir novamente para tentar destravar pautas no Senado

Após meses de distanciamento, presidente da República e presidente do Senado retomam diálogo.

há 1 hora

Esporte

Messi foi alvo de ameaça de atentado durante Copa do Mundo de 2026, aponta relatório

Documentos de centro de cooperação policial liderado pelo FBI revelam ameaças contra jogadores e árbitros durante o Mundial

há 2 horas

Política

Sargento Loiola anuncia pré-candidatura a deputado estadual e defende “nova direita” no Amazonas

Policial ganhou projeção nas redes sociais ao mostrar o cotidiano do trabalho nas ruas e fazer críticas ao sistema de segurança pública.

há 9 horas