Brasileiros retornam ao país mesmo com fronteira da Venezuela fechada após ataque dos EUA
O bloqueio foi adotado após o ataque militar de grande escala dos Estados Unidos e o anúncio da captura do presidente venezuelano.
- Foto: reprodução / G1 RR
Notícias do Brasil – Mesmo com o fechamento da fronteira do lado venezuelano, turistas brasileiros que estavam na Venezuela conseguiram voltar ao Brasil neste sábado (3) pela cidade de Pacaraima, no Norte de Roraima. O bloqueio foi adotado após o ataque militar de grande escala dos Estados Unidos e o anúncio da captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
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Antes de cruzarem para o território brasileiro, os viajantes passaram por fiscalizações em postos de controle da Venezuela. Do lado brasileiro, o Exército acompanha a situação, com militares e viaturas posicionados próximos ao marco que separa os dois países, enquanto cones foram usados para restringir o acesso na área.
O g1 acompanhou o retorno de turistas que passaram as festas de Ano Novo em Santa Elena, cidade venezuelana conhecida como porta de entrada para atrações naturais da região da Gran Sabana. Apesar do clima de tensão, a travessia ocorreu sem maiores incidentes, segundo os relatos.
O empresário Deivid Martins, de 43 anos, morador de Manaus, viajou para a Venezuela com a mãe e as duas filhas. Ele contou que soube da ofensiva militar por volta das 4h da madrugada e que a família acordou em alerta. Com o comércio fechado em Santa Elena, houve dificuldade para compras de última hora, mas a volta ao Brasil já estava prevista.
Segundo ele, a liberação para retorno ocorreu após um integrante do grupo buscar informações diretamente em um posto de fiscalização venezuelano. “O rapaz foi até uma outra alcabala e eles falaram que poderia vir, mas não poderia regressar”, relatou. Ao chegar ao Brasil, a família passou por uma fiscalização rápida feita por militares brasileiros. “Deu um pouco de medo”, afirmou o empresário.
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O estudante João Davi, de 25 anos, também conseguiu retornar ao Brasil após passar a virada do ano em Santa Elena com um grupo de oito pessoas. Ele relatou que a notícia do ataque gerou incerteza sobre a possibilidade de deixar a Venezuela, mas a decisão de voltar foi tomada após informações recebidas de conhecidos na fronteira.
“Durante o trajeto tivemos muita presença de autoridades militares venezuelanas, interrogando, pedindo documentos e revistando o carro”, contou. O grupo entrou em Pacaraima por volta das 11h30 (horário local).
Roraima é a principal porta de entrada de migrantes venezuelanos no Brasil desde 2015, quando a crise política, econômica e social na Venezuela se intensificou. A cidade de Pacaraima concentra grande parte desse fluxo migratório.
Na madrugada deste sábado, uma série de explosões atingiu Caracas e outras regiões do país. Segundo a Associated Press, ao menos sete explosões foram ouvidas em cerca de 30 minutos, com relatos de tremores, aeronaves voando em baixa altitude e falta de energia elétrica em áreas próximas à base aérea de La Carlota.
Após os ataques, o governo venezuelano declarou estado de emergência e classificou a ação como “agressão militar”. A vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou não saber o paradeiro de Nicolás Maduro e cobrou do governo americano uma prova de vida do presidente.
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