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Câmara rejeita pressão do tarifaço e afasta votação da anistia para condenados pelo 8 de Janeiro

Líderes do Centrão e presidente Hugo Motta descartam votar projeto que aliviaria penas neste semestre; foco é resposta diplomática ao aumento tarifário dos EUA.

Por Hugo Guimarães

14/07/2025 às 13:22 - Atualizado em 05/08/2025 às 11:05

(Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

Notícias do Brasil – O projeto de lei (PL) da Anistia, que visa perdoar os condenados pelos atos criminosos do 8 de Janeiro, não deverá avançar na Câmara dos Deputados neste semestre. A avaliação foi reforçada por líderes do Centrão e pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), que não veem clima político para a votação neste momento.

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Parlamentares rejeitam a ideia de associar a votação da anistia ao contexto do tarifaço de 50% imposto pelo presidente americano Donald Trump sobre produtos brasileiros, que tem provocado tensões comerciais. A estratégia do Legislativo agora é focar na negociação diplomática, deixando a condução do conflito para o governo federal.

O Executivo anunciou a criação de um comitê interministerial para elaborar, ainda nesta semana, uma resposta oficial à Casa Branca.

Leia mais: PT pede cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro e investigação de Jair e Flávio no STF

Enquanto isso, uma versão alternativa do PL da Anistia tem sido discutida entre Hugo Motta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Essa nova proposta deve excluir dois agravantes das penas para condenados que participaram diretamente dos atos na Esplanada dos Ministérios, possibilitando regime aberto ou semiaberto, mas não contemplará financiadores ou autores intelectuais da tentativa golpista.

Embora essa versão não beneficie Bolsonaro diretamente, deputados de direita já planejam apresentar um destaque para incluir o ex-presidente no benefício, mantendo a discussão acesa nos bastidores.

Antes das recentes tensões internacionais, a oposição apostava em votar o projeto ainda neste semestre, mas admite dificuldades para avançar diante do atual cenário político.

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