Careca do INSS deixa ala de segurança máxima e é transferido para setor de vulneráveis da Papuda
O local é destinado a presos considerados vulneráveis, que não podem permanecer em contato direto com a massa carcerária comum.
- Foto: Agência Brasil
Resumo
Investigado como um dos principais articuladores de fraudes no INSS, o empresário conhecido como “Careca do INSS” foi transferido da ala de segurança máxima para o Bloco V do Complexo da Papuda, setor destinado a presos considerados vulneráveis. A mudança ocorreu após autorização judicial e leva em conta a idade e a repercussão do caso.
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Notícias do Brasil – O empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, foi transferido para o Bloco V do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O local é destinado a presos considerados vulneráveis, que não podem permanecer em contato direto com a massa carcerária comum.
Saída da ala de segurança máxima
Antes da mudança, Careca estava custodiado no Bloco IV, setor reservado a detentos de segurança máxima que cumprem pena em regime fechado. A transferência foi autorizada pela Vara de Execuções Penais (VEP) após solicitação da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape/DF).
Orientação do STF
A decisão atende a uma determinação expressa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que, ao decretar a prisão preventiva, estabeleceu que o investigado deveria permanecer em local compatível com sua condição pessoal e que garantisse sua integridade física.
Entre os elementos levados em conta para a realocação estão a idade do empresário, de 61 anos, e a ampla repercussão do caso. Careca do INSS é apontado como peça central em investigações da Polícia Federal que apuram um esquema de descontos ilegais e não autorizados em aposentadorias e pensões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Ala dos vulneráveis
Segundo informações apuradas, Careca já está no novo setor há cerca de uma semana. O Bloco V abriga presos classificados como vulneráveis, incluindo políticos, autoridades públicas, idosos e policiais, sendo informalmente conhecido como a “ala dos vulneráveis” dentro do sistema prisional do Distrito Federal.
As apurações sobre o esquema de fraudes no INSS continuam em curso, e o empresário segue preso preventivamente enquanto a Polícia Federal aprofunda a coleta de provas e o rastreamento dos recursos envolvidos.
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