Carlos Bolsonaro se junta a caminhada liderada por Nikolas Ferreira rumo a Brasília
Mobilização política reúne aliados de Jair Bolsonaro e tenta reacender base eleitoral após prisão do ex-presidente.
- Foto: Reprodução
Resumo
Carlos Bolsonaro se junta à caminhada liderada por Nikolas Ferreira rumo a Brasília, em mobilização política ligada ao bolsonarismo após a prisão de Jair Bolsonaro. Flávio Bolsonaro declara apoio à distância e movimento busca reativar a base eleitoral.
Notícias do Brasil – A caminhada política em direção a Brasília, liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira, ganhou reforço simbólico nesta terça-feira (20), com a adesão do ex-vereador Carlos Bolsonaro. O encontro entre os dois ocorreu por volta das 9h30, logo após a divisa entre Minas Gerais e Goiás, e foi divulgado nas redes sociais pelo parlamentar mineiro.
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No vídeo publicado, Nikolas aparece abraçando Carlos e faz uma declaração carregada de simbolismo político. “Pelo seu pai, pelos presos do dia 8, por esse país. Apruma esse pé que tem muito quilômetro ainda”, afirmou, em referência direta ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
Agradeço ao @nikolas_dm pelo chamado e pela resiliência, aos amigos @GayerGus , @andrefernm , @deputadozucco , senador @marciombittar , @rafaelsatiebr , @FernandoHoliday e tantos outros pela consideração e sensibilidade que têm demonstrado com meu pai e com os presos políticos do… pic.twitter.com/bxVABhmBJT
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) January 20, 2026
Mobilização busca rearticular base bolsonarista
A caminhada integra uma série de iniciativas de aliados do ex-presidente para manter a mobilização da base eleitoral bolsonarista após a prisão de Jair Bolsonaro. O ato tem caráter de protesto político e também funciona como estratégia de visibilidade, combinando deslocamento físico com ampla exposição nas redes sociais.
O trajeto prevê cerca de 240 quilômetros, partindo de Paracatu, em Minas Gerais, até Brasília, ao longo de sete dias. A expectativa de Nikolas Ferreira é chegar à capital federal no domingo, encontrando apoiadores ao longo do caminho e ampliando o alcance da mobilização.
Flávio Bolsonaro apoia, mas não participa presencialmente
Além de Carlos Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro também aderiu ao movimento, embora de forma remota. Em vídeo publicado no Instagram, Flávio explicou que não participaria fisicamente da caminhada devido às condições climáticas e a uma viagem previamente marcada para Israel.
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ACORDA BRASIL!
Domingo, 25 de janeiro, manifestação em Brasília.
Em breve, mais informações.
Vamos lutar por justiça e liberdade.@GayerGus @nikolas_dm @andrefernm @CarlosBolsonaro e tantos outros…Fiz o possível para ir, mas não foi possível…
Infelizmente não pude… pic.twitter.com/y3ciGN7jFy— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) January 20, 2026
Segundo ele, a decisão foi tomada após uma conversa por videochamada com Nikolas. “A gente tem que fazer nossa parte. O que não está no nosso controle deixa Deus agir”, declarou o senador, reforçando apoio político e ideológico à iniciativa.
Anúncio da caminhada ocorreu um dia antes
A mobilização foi anunciada oficialmente na manhã de segunda-feira (19), quando Nikolas Ferreira divulgou um vídeo informando que faria a caminhada até Brasília. A gravação ocorreu logo após o deputado cumprir agenda em Minas Gerais e pouco antes do início do percurso pela BR-040.
No vídeo, Nikolas afirmou que inicialmente pretendia retornar para casa, mas decidiu mudar os planos. “Vamos para cima”, disse, ao justificar a decisão de iniciar o trajeto como forma de protesto e mobilização política.
Discurso mira STF, governo e prisões do 8 de janeiro
Ao explicar os motivos da caminhada, Nikolas afirmou sentir uma inquietação constante diante do cenário político nacional. Segundo ele, a sucessão de acontecimentos teria provocado uma espécie de anestesia social, reduzindo a capacidade de indignação da população.
O deputado citou diretamente o que considera “prisões injustas” relacionadas aos atos de 8 de janeiro, além da prisão de Jair Bolsonaro e de críticas recorrentes ao governo federal e ao Supremo Tribunal Federal. Para Nikolas, o sentimento de impotência não é individual, mas compartilhado por outros parlamentares alinhados ao mesmo campo político.
“Esse sentimento de impotência não é só de vocês. É um sentimento nosso também”, afirmou, ao dizer que deputados e senadores dividem a mesma leitura sobre o atual momento do país.
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