Carlos Viana vai ao STF para tentar prorrogar CPMI do INSS
De acordo com Viana, o documento foi encaminhado ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre mas ainda não foi formalmente lido.
- Foto: Agência Brasil
Resumo
O senador Carlos Viana anunciou que pretende acionar o Supremo Tribunal Federal para garantir a prorrogação da CPMI do INSS por mais 60 dias. Segundo ele, já há assinaturas suficientes, mas o pedido ainda não foi lido no Congresso.
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Notícias do Brasil – O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para assegurar a prorrogação dos trabalhos da comissão por pelo menos mais dois meses. A declaração foi feita após o parlamentar afirmar que o requerimento já possui o número mínimo de assinaturas exigido.
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De acordo com Viana, o documento foi encaminhado ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), mas ainda não foi formalmente lido em plenário.
“Eu vou recorrer ao Supremo para a prorrogação da CPMI com a confiança de que nós podemos ser vitoriosos com base em outros casos que já aconteceram nessa Casa. Nós temos todas as assinaturas. Nós temos a Constituição a nosso favor”, afirmou.
Senador aponta possível ‘manobra administrativa’
O parlamentar afirmou haver resistência interna para que o pedido avance no Legislativo. Segundo ele, o requerimento sequer teria sido protocolado para leitura.
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“O pedido nem protocolado foi ainda para ser lido, ou seja, há uma manobra administrativa interna”, declarou.
Questionado sobre a origem dessa resistência, Viana evitou apontar diretamente responsáveis e disse apenas que “basta ver o que está acontecendo”.
Comissão quer mais tempo para medidas pendentes
Para o presidente da CPMI, a prorrogação é necessária para que o colegiado consiga concluir a análise de documentos e votar requerimentos importantes, como quebras de sigilo e novas convocações.
“É a nossa última grande possibilidade de deliberar quebras de sigilo e convocações”, destacou.
Segundo ele, o prazo atual é insuficiente diante do volume de informações solicitadas pela comissão.
Reta final envolve alvos mais complexos
Viana também afirmou que a fase atual das investigações envolve personagens mais influentes e estruturas jurídicas mais robustas, o que exige maior aprofundamento técnico.
“A gente vem igual numa corrida de obstáculos. Toda vez a gente tem que pular um obstáculo. Mas nós não recuamos em nada. A CPI avançou e muito. Nessa reta final vão sobrando só o que a gente pode chamar de peixe graúdo”, disse.
O senador reforçou que a comissão continuará tentando avançar nas investigações, mesmo diante das dificuldades.
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