Cármen Lúcia vota a favor e STF tem 5 a 1 para manter Robinho preso
Em seu voto, a ministra Cármen Lúcia reforçou a gravidade do crime e a importância de garantir a punição dos culpados.
- Foto: Divulgação
O ex-jogador de futebol Robinho terá que continuar preso. A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi a quinta a votar pela manutenção da prisão do ex-atleta, condenado na Itália por estupro coletivo. Com o placar de 5 a 1, a decisão final do STF está cada vez mais próxima de ser confirmada.
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O julgamento no plenário virtual segue até o dia 26 de novembro e ainda faltam cinco ministros para votar. Caso a maioria se mantenha, Robinho continuará cumprindo a pena de nove anos de prisão no Brasil, conforme determinou a Justiça italiana.
Em seu voto, a ministra Cármen Lúcia reforçou a gravidade do crime e a importância de garantir a punição dos culpados. “A impunidade pela prática desses crimes é mais que um descaso, é um incentivo permanente à continuidade desse estado de coisas de desumanidade e cinismo”, afirmou.
Vida na prisão
Robinho está preso na Penitenciária 2 de Tremembé, em São Paulo, desde março deste ano. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária, o ex-jogador cumpre pena como qualquer outro detento, tendo direito a banho de sol e visitas. Ele tem participado de atividades como leitura e futebol.
Defesa busca habeas corpus
A defesa de Robinho ingressou com um pedido de habeas corpus, contestando a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que validou a condenação italiana. Os advogados argumentam que o caso deveria ter sido julgado por um juiz de primeira instância no Brasil.
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