Operação que mira Deolane também atinge Marcola e familiares por lavagem de dinheiro do PCC
Investigação aponta uso de transportadora para ocultar recursos do tráfico e outros crimes.
- Foto: reprodução
Resumo
Uma operação conjunta do Ministério Público e da Polícia Civil de São Paulo cumpriu um novo mandado de prisão preventiva contra Marcos Herbas Camacho, já preso na Penitenciária Federal de Brasília. A ação investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital e resultou em prisões, bloqueio de bens milionários e apreensão de veículos e imóveis.
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Notícias do Brasil – O Ministério Público e a Polícia Civil de São Paulo deflagraram nesta quinta-feira (21) a Operação Vérnix, voltada ao combate de um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.
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Entre os alvos da operação está Marcos Herbas Camacho, conhecido como Marcola, que já cumpre pena na Penitenciária Federal de Brasília e agora recebeu um novo mandado de prisão preventiva.
Investigação começou dentro de penitenciária
Segundo as autoridades, as investigações tiveram início em 2019 após a apreensão de bilhetes e manuscritos encontrados com detentos dentro do sistema penitenciário. As apurações indicam que uma transportadora localizada em Presidente Venceslau, no interior paulista, teria sido utilizada para movimentar e ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas e de outras atividades criminosas.
Operação também atingiu familiares e aliados
Além do novo mandado contra Marcola, a operação resultou na prisão da influenciadora Deolane Bezerra, do irmão dela, de dois sobrinhos de Marcola e de Everton Souza, conhecido como “Player”, apontado como operador financeiro do grupo investigado.
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As autoridades afirmam que os investigados teriam participação em movimentações financeiras ligadas ao suposto esquema criminoso. Durante a operação, a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 357 milhões em bens e ativos financeiros relacionados aos investigados. Também foram sequestrados 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões, além de quatro imóveis vinculados aos alvos da investigação.
Interpol ajudou a localizar investigados
Segundo as autoridades, dois investigados estavam fora do Brasil no momento da operação — um na Espanha e outro na Bolívia. Os suspeitos foram localizados com apoio da Interpol.
A Operação Vérnix continua em andamento e novas diligências ainda podem ser realizadas pelas forças de investigação. O Ministério Público e a Polícia Civil não descartam novos desdobramentos relacionados ao esquema investigado.
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