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Caso Dark Horse: PGR aponta André Mendonça como relator adequado e decisão final ficará com Fachin

Parecer da Procuradoria-Geral da República reacende disputa sobre relatoria de pedido de investigação envolvendo Flávio Bolsonaro.

Por Jonas Souza

22/06/2026 às 20:56 - Atualizado em 30/06/2026 às 10:28

Resumo 

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que o ministro André Mendonça, e não Alexandre de Moraes, seja o responsável por analisar um pedido de investigação relacionado ao financiamento do filme “Dark Horse”. O caso agora será decidido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que definirá qual ministro ficará responsável pelo processo.


Notícias do Brasil – A definição sobre quem irá conduzir um pedido de investigação relacionado ao filme “Dark Horse”, cinebiografia inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, passou a depender de uma decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. A controvérsia surgiu após a Procuradoria-Geral da República (PGR) defender que o caso seja analisado pelo ministro André Mendonça, e não por Alexandre de Moraes.

Leia mais: Preso por estupro e agressões, Thiago Brennand vai se casar com advogada ligada à defesa de Bolsonaro

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A discussão envolve uma representação apresentada pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que solicita apuração sobre supostos repasses financeiros relacionados à produção cinematográfica e sua possível conexão com outros fatos já investigados pela Suprema Corte.

Com o parecer da PGR e a decisão de Moraes de encaminhar a questão à Presidência do STF, caberá agora a Fachin decidir qual magistrado ficará responsável pelo caso.

O pedido apresentado ao Supremo questiona circunstâncias envolvendo recursos que teriam sido discutidos para financiar o filme “Dark Horse”. A representação cita o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o empresário Daniel Vorcaro e possíveis relações entre os recursos destinados à produção audiovisual e fatos que já são objeto de investigações em andamento no STF.

O parlamentar autor da representação sustenta que existem elementos que justificariam uma análise mais aprofundada sobre a destinação dos valores e eventuais conexões com outros procedimentos judiciais.

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Importante destacar que, até o momento, não há decisão do STF reconhecendo irregularidades ou responsabilização de qualquer pessoa mencionada no pedido.

Por que a PGR defende André Mendonça

No parecer encaminhado ao Supremo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumenta que os fatos narrados possuem relação com um procedimento já existente na Corte. Segundo o entendimento da PGR, como há uma investigação anterior em tramitação sob a relatoria do ministro André Mendonça, seria adequado que o novo pedido fosse analisado pelo mesmo gabinete. O princípio utilizado nesse tipo de situação é conhecido no meio jurídico como prevenção processual. Ele busca evitar decisões conflitantes e concentrar a análise de temas semelhantes sob a responsabilidade de um único relator.

A manifestação da Procuradoria não determina automaticamente a transferência do caso, mas serve como importante subsídio para a decisão que será tomada pelo presidente do STF.

Decisão de Alexandre de Moraes

Após receber o parecer da Procuradoria-Geral da República, Alexandre de Moraes optou por não decidir diretamente sobre a competência para conduzir o caso. Em vez disso, encaminhou a questão à Presidência do Supremo, permitindo que Edson Fachin avalie a existência de conexão processual e defina qual será o caminho adequado para a tramitação.

A medida segue as regras internas da Corte para situações em que há dúvida sobre a distribuição ou eventual vinculação de processos já existentes. Com isso, Moraes não analisou o mérito das acusações nem decidiu sobre a abertura de investigação.

Quais são os possíveis cenários?

A análise de Fachin poderá resultar em diferentes encaminhamentos. Entre as possibilidades estão:

  • Manter a tramitação sob responsabilidade de Alexandre de Moraes;
  • Reconhecer a prevenção de André Mendonça e transferir o caso;
  • Determinar uma nova distribuição por sorteio entre os ministros do Supremo.

A escolha dependerá da avaliação técnica sobre a existência ou não de conexão entre os fatos narrados na representação e investigações que já tramitam na Corte.

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Filme Dark Horse

O projeto cinematográfico “Dark Horse” ganhou repercussão nacional por retratar a trajetória política de Jair Bolsonaro. Desde o anúncio da produção, o filme passou a ocupar espaço no debate público não apenas por seu conteúdo, mas também pelas discussões envolvendo financiamento, investidores e bastidores do projeto.

Nos últimos meses, o longa se tornou tema de questionamentos políticos e jurídicos, ampliando sua relevância para além do universo cultural. A repercussão aumentou ainda mais após a divulgação de informações relacionadas a possíveis apoiadores e financiadores da produção.

Embora a discussão atual trate principalmente da definição do relator, a decisão possui relevância institucional porque estabelece qual gabinete ficará responsável por eventuais análises futuras. Questões envolvendo foro privilegiado, investigações de autoridades e possíveis conexões entre procedimentos exigem critérios rigorosos de distribuição dentro do Supremo.

A definição também poderá influenciar o ritmo de tramitação do caso e a forma como futuras manifestações da Procuradoria-Geral da República serão analisadas.

Por enquanto, o processo permanece em fase preliminar. Não há abertura formal de nova investigação nem decisão sobre o conteúdo das alegações apresentadas. O próximo passo será a manifestação de Edson Fachin, que deverá decidir qual ministro terá competência para conduzir os desdobramentos do caso relacionado ao filme “Dark Horse”.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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