Caso Vitória: dono de veículo supostamente usado no crime é preso
A prisão do suspeito foi decretada pela Justiça após ele apresentar contradições sobre seu paradeiro na noite do crime
- Foto: reprodução
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Notícias do Brasil – Um homem foi preso temporariamente neste sábado (8/3) por suspeita de envolvimento na morte brutal de Vitória Regina dos Santos, de 17 anos. O corpo da adolescente foi encontrado com sinais de tortura e decapitação na última quarta-feira (5), em uma área de mata na cidade de Cajamar, região metropolitana de São Paulo.
O suspeito detido seria o proprietário de um Toyota Corolla prata, veículo que passou pelo mesmo trajeto e horário em que Vitória retornava para casa na noite de seu desaparecimento. Segundo as investigações, dois homens estavam no automóvel e teriam assediado a jovem pouco antes de seu sumiço. A polícia trabalha com a hipótese de que o mesmo carro tenha sido utilizado no crime.
A prisão do suspeito foi decretada pela Justiça após ele apresentar contradições sobre seu paradeiro na noite do crime. A juíza Juliana Franca Bassetto Diniz Junqueira, da Comarca de Jundiaí, destacou na sentença que há “fortíssimos indícios de envolvimento” do investigado, identificado como Maicol Antonio Sales dos Santos. Além disso, suas declarações conflitantes levantam suspeitas de que ele possa estar tentando obstruir a investigação.
“Existem fortíssimos indícios de envolvimento de Maicol com os fatos investigados, além do que as versões contraditórias acerca de seu paradeiro na data dos fatos, especialmente na noite de 26/02, sugerem tentativa de obstruir a persecução criminal e torna flagrante a possibilidade de influenciar futuros depoimentos”, escreveu a magistrada.
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A prisão temporária de Maicol foi embasada no artigo 1º da Lei nº 7.960/89, que exige a demonstração de indícios de autoria e o risco de que a liberdade do suspeito prejudique as investigações. A juíza ressaltou que ambos os requisitos estão presentes no caso.
O suspeito foi encaminhado à delegacia de Franco da Rocha, na região metropolitana de São Paulo, onde permanecerá detido enquanto a polícia aprofunda as investigações.
Na mesma decisão judicial, o pedido de prisão temporária de um segundo investigado foi negado. No entanto, a Justiça autorizou a realização de busca e apreensão contra ele, permitindo que as autoridades recolham possíveis provas que possam esclarecer sua eventual participação no crime.
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