CCJ da Alerj aprova título de “persona non grata” para Fábio Porchat
Proposta do deputado Rodrigo Amorim (PL) avança para o plenário após votação apertada; justificativa envolve sátiras religiosas e vídeos políticos

FOTO: Reprodução/Redes Sociais
Resumo:
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj aprovou um projeto de lei que declara o humorista Fábio Porchat como persona non grata no estado do Rio de Janeiro. A proposta, de autoria do deputado Rodrigo Amorim (PL), cita ofensas a símbolos religiosos e críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro como justificativas. O texto segue agora para votação no plenário.
PUBLICIDADE
Notícias do Brasil – A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) deu o primeiro passo institucional para declarar o apresentador e comediante Fábio Porchat como persona non grata. Em reunião realizada nesta quarta-feira (13), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deu parecer favorável ao projeto, que agora aguarda inclusão na ordem do dia para votação de todos os deputados.
Leia também: PF prende pai de Daniel Vorcaro em nova etapa da Operação Compliance Zero
Motivação do Projeto
O deputado Rodrigo Amorim (PL), autor da medida, justifica a iniciativa com base na conduta pública do humorista. Entre os pontos citados no projeto estão:
PUBLICIDADE
Temas Religiosos: Esquetes de humor (especialmente os especiais de Natal do Porta dos Fundos) que, segundo o parlamentar, desrespeitam a fé cristã.
Posicionamento Político: Um vídeo específico em que Porchat simula uma ligação para a equipe do ex-presidente Jair Bolsonaro utilizando termos ofensivos.
Placar na Comissão
A aprovação na CCJ ocorreu com 4 votos a favor e 2 contra:
Favoráveis: Alexandre Knoploch (PL), Sarah Poncio (Solidariedade), Fred Pacheco (PL) e Marcelo Dino (PL).
Contrários: Carlos Minc (PSB) e Luiz Paulo (PSD), que argumentaram sobre a liberdade de expressão e a finalidade do instrumento de persona non grata.
Próximos Passos e Significado
Para que o projeto se torne lei estadual, ele precisa ser aprovado pelo plenário da Alerj por maioria simples, desde que haja um quórum mínimo de 36 deputados presentes.
Embora o termo persona non grata tenha origem na diplomacia internacional (aplicado a representantes estrangeiros que não são mais bem-vindos em um país), no âmbito legislativo estadual o título funciona como uma censura moral e política, não impedindo legalmente a circulação do indivíduo pelo território, mas registrando o descontentamento oficial do parlamento com suas atitudes.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos





