CCJ da Câmara aprova PEC que reduz maioridade penal para 16 anos; veja como votou cada deputado
Proposta avança no Congresso após receber 44 votos favoráveis e 18 contrários.
- Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
Resumo
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade da PEC que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. A proposta recebeu 44 votos favoráveis e 18 contrários e agora seguirá para uma comissão especial antes de ser analisada pelo plenário da Casa.
Notícias do Brasil – A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos no Brasil. A medida representa um dos temas mais debatidos na área da segurança pública e reacende uma discussão que há anos divide parlamentares, juristas e especialistas.
A proposta recebeu 44 votos favoráveis e 18 contrários. Com a aprovação na CCJ, o texto avança para uma comissão especial que será criada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), responsável por analisar o mérito da matéria antes da votação em plenário.
A PEC é de autoria do ex-deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) e altera o artigo 228 da Constituição Federal.
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O que muda com a proposta
Atualmente, a Constituição estabelece que menores de 18 anos são penalmente inimputáveis, ficando sujeitos às normas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A PEC aprovada pela CCJ reduz essa idade para 16 anos, tornando adolescentes dessa faixa etária penalmente responsáveis por seus atos perante a legislação criminal comum.
Caso a proposta avance nas próximas etapas legislativas, jovens de 16 e 17 anos poderão responder criminalmente como adultos.
A discussão sobre a redução da maioridade penal ganhou força nos últimos anos diante do aumento dos debates sobre violência urbana e participação de adolescentes em crimes graves.
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Relator defende constitucionalidade da PEC
O parecer favorável foi apresentado pelo deputado federal Coronel Assis.
Segundo o parlamentar, a proposta não viola a Constituição Federal nem tratados internacionais ratificados pelo Brasil.
Leia mais: Wilson Lima defende redução da maioridade penal
“Não há violação em discutir-se a redução da idade penal. A imputabilidade penal aos 16 anos não configura, por si, afronta a tratado internacional de direitos humanos ratificado pelo Brasil, desde que preservados os direitos fundamentais do menor no processo penal”, argumentou.
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O relator sustentou que o debate é legítimo e pode ser realizado dentro dos limites constitucionais.
Governistas apontam possível afronta à Constituição
Deputados contrários à proposta afirmaram durante a discussão que a redução da maioridade penal atingiria garantias fundamentais previstas na Constituição.
Segundo esse entendimento, a proteção especial concedida a menores de 18 anos integra um conjunto de direitos considerados essenciais, o que poderia impedir alterações por meio de emenda constitucional.
A divergência jurídica foi um dos principais pontos do debate travado na comissão.
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Próximos passos da proposta
Após o aval da CCJ, caberá ao presidente da Câmara criar uma comissão especial para aprofundar a análise da matéria.
Somente após essa etapa o texto poderá ser levado ao plenário da Câmara.
Para ser aprovado definitivamente, o projeto precisará obter pelo menos 308 votos favoráveis em dois turnos de votação.
Se aprovado pelos deputados, o texto ainda seguirá para análise do Senado Federal.
Veja quem votou a favor da PEC
- Alex Manente (Cidadania-SP)
- Alfredo Gaspar (PL-AL)
- Aluisio Mendes (Republicanos-MA)
- Arthur O. Maia (União-BA)
- Átila Lira (PP-PI)
- Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ)
- Bia Kicis (PL-DF)
- Capitão Alberto Neto (PL-AM)
- Carlos Jordy (PL-RJ)
- Cleber Verde (MDB-MA)
- Coronel Assis (PL-MT)
- Coronel Ulysses (União-AC)
- Da Vitoria (PP-ES)
- Danilo Forte (PP-CE)
- Defensor Stélio Dener (União-RR)
- Delegado Bilynskyj (PL-SP)
- Dilceu Sperafico (PP-PR)
- Domingos Neto (PSD-CE)
- Fabio Garcia (União-MT)
- Felipe Francischini (Podemos-PR)
- Gilson Daniel (Podemos-ES)
- José Rocha (União-BA)
- Juarez Costa (Republicanos-MT)
- Julia Zanatta (PL-SC)
- Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF)
- Leur Lomanto Jr. (União-BA)
- Lucas Redecker (PSD-RS)
- Luiz Carlos Busato (União-RS)
- Marcos Pollon (PL-MS)
- Marcos Soares (PSDB-RJ)
- Marreca Filho (PRD-MA)
- Mendonça Filho (PL-PE)
- Mersinho Lucena (PSD-PB)
- Nikolas Ferreira (PL-MG)
- Paulo Azi (União-BA)
- Pastor Marco Feliciano (PL-SP)
- Renilce Nicodemos (MDB-PA)
- Ricardo Ayres (Republicanos-TO)
- Roberto Duarte (Republicanos-AC)
- Rodolfo Nogueira (PL-MS)
- Rodrigo de Castro (União-MG)
- Sérgio Turra (PP-RS)
- Toninho Wandscheer (PP-PR)
- Zé Trovão (PL-SC)
Veja quem votou contra a PEC
- Alencar Santana (PT-SP)
- Bacelar (PV-BA)
- Daiana Santos (PCdoB-RS)
- Félix Mendonça Jr. (PDT-BA)
- Helder Salomão (PT-ES)
- Lídice da Mata (PSB-BA)
- Luiz Couto (PT-PB)
- Marina Silva (Rede-SP)
- Nilto Tatto (PT-SP)
- Orlando Silva (PCdoB-SP)
- Patrus Ananias (PT-MG)
- Paulo Teixeira (PT-SP)
- Pompeo de Mattos (PDT-RS)
- Renildo Calheiros (PCdoB-PE)
- Sâmia Bomfim (PSOL-SP)
- Tabata Amaral (PSB-SP)
- Túlio Gadêlha (PSD-PE)
- Waldemar Oliveira (Avante-PE)
Debate deve continuar no Congresso
A aprovação da admissibilidade da PEC representa apenas o início de uma nova fase da discussão sobre a maioridade penal no Brasil.
O tema costuma mobilizar diferentes setores da sociedade e deverá voltar ao centro dos debates políticos nos próximos meses, especialmente diante das discussões sobre segurança pública, combate à criminalidade e responsabilização de adolescentes envolvidos em crimes graves.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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