Celular de corretora registra últimos momentos antes de ataque de síndico em prédio; veja vídeo
Registros recuperados do celular da vítima foram decisivos para a conclusão da investigação policial.

Foto: Reprodução
Resumo
A Polícia Civil de Goiás divulgou imagens recuperadas do celular da corretora Daiane Alves Souza que registram o momento em que ela foi surpreendida no subsolo do prédio onde morava, em Caldas Novas. O material reforçou a conclusão de que o crime foi premeditado e cometido em emboscada, levando à responsabilização do síndico do edifício.
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Notícias do Brasil –A Polícia Civil de Goiás divulgou, nesta quinta-feira (19/02), imagens recuperadas do celular da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos. Os registros mostram o momento em que ela foi atacada no subsolo do prédio onde residia, no município de Caldas Novas.
Imagens reforçam tese de crime premeditado
Segundo a investigação, o vídeo mostra Daiane chegando ao subsolo para verificar uma queda de energia e se dirigindo aos quadros elétricos. Nas imagens, o síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, aparece aguardando a vítima, utilizando luvas e com o veículo posicionado de forma estratégica, o que, de acordo com a polícia, indica planejamento prévio da ação.
O delegado responsável pelo caso, João Paulo Mendes, explicou que a posição do carro e a conduta do investigado reforçam a caracterização de emboscada.
Última etapa da investigação
De acordo com a Polícia Civil, o material foi decisivo para a conclusão do inquérito. As imagens confirmaram que o crime não foi ocasional, mas planejado. Daiane havia descido ao subsolo na noite de seu desaparecimento, ocorrido em 17 de dezembro de 2025, para verificar a falta de energia em um imóvel sob sua responsabilidade profissional.
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Antes de sair do elevador, ela chegou a enviar um vídeo a uma amiga. Após esse momento, não houve mais contato com a corretora.
Prisão dos suspeitos e desdobramentos
Cléber e seu filho foram presos no dia 28 de janeiro, no mesmo prédio onde Daiane desapareceu. O síndico confessou o crime e indicou o local onde o corpo foi encontrado cerca de 40 dias depois, em uma área de mata a aproximadamente 15 quilômetros da cidade. O filho, Maicon Douglas de Oliveira, foi detido por suspeita de auxiliar na ocultação de provas, mas a polícia descartou participação direta no homicídio.
Posicionamento da defesa
Em nota, a defesa de Cléber informou que ainda não teve acesso completo aos documentos recentemente incluídos na investigação e que só irá se manifestar após a análise integral do relatório final.
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