CGU recebeu 1.412 mil denúncias de corrupção durante o primeiro ano do governo Lula
Número de denúncias de corrupção no governo federal aumentou em 2023.
- Foto: Ricardo Stuckert
A Controladoria-Geral da União (CGU) divulgou que recebeu 1.412 denúncias, reclamações e comunicações de corrupção no governo federal até a última quarta-feira (13/12). Esse número representa um aumento de 31,7% em relação ao ano passado, mas ainda é menor do que as 1.918 suspeitas registradas em 2020.
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O Ministério da Saúde, comandado por Nísia Trindade, foi o órgão com mais registros de denúncias, comunicações e reclamações de corrupção neste ano, totalizando 140 manifestações. No ano de 2022, o mesmo ministério já havia sido o mais acusado nesse aspecto. Em seguida, a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ficaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente.
Variação de denúncias ao longo dos anos
Comparando os dados de 2019 a 2023, percebe-se que o ano de 2020, o primeiro ano da pandemia da Covid-19, foi o que teve o maior registro de denúncias de corrupção no governo federal. Nesse ano, além da CGU, o Ministério da Justiça e o Banco Central também receberam muitas manifestações. O Ministério da Saúde ficou na quarta posição.
CPI da pandemia de 2021
No ano de 2021, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi aberta no Senado para investigar as ações e omissões do governo durante a pandemia. Durante as investigações, também foram analisados casos de suspeita de corrupção no governo federal.
O aumento no número de denúncias, reclamações e comunicações de corrupção no governo federal em 2023 revela a importância de manter órgãos como a CGU ativos na análise dessas ocorrências. Enquanto o Ministério da Saúde se destaca como o mais acusado nesse período, é fundamental que haja transparência e investigações para combater esse tipo de prática. A CPI da pandemia em 2021 também evidenciou a necessidade de fiscalizar e responsabilizar os envolvidos em casos de corrupção.
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