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CNJ afasta ex-juíza da Lava Jato Gabriela Hardt por dois anos; processo disciplinar é prorrogado

Magistrada que substituiu Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba continuará sendo investigada por supostas irregularidades na homologação de acordo bilionário.

Por Jonas Souza

04/08/2026 às 20:42

  • O CNJ decidiu afastar por dois anos a juíza federal Gabriela Hardt de suas funções, em decisão do plenário responsável por fiscalização administrativa e disciplinar do Judiciário.
  • O PAD apura possíveis irregularidades na homologação, em 2019, de um acordo da Lava Jato com a Petrobras que previa a criação de uma fundação privada em Curitiba para gerir cerca de R$ 2,5 bilhões.
  • O processo foi prorrogado por mais 180 dias para permitir a continuidade da produção de provas e da análise dos fatos antes do julgamento final.
  • Hardt nega irregularidades; o afastamento é medida administrativa (não condenação criminal), e o caso segue sem decisão definitiva.

Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

Notícias do Brasil – O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, nesta terça-feira (4), afastar a juíza federal Gabriela Hardt de suas funções pelo período de dois anos. A magistrada ficou conhecida nacionalmente por substituir o então juiz Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba durante a Operação Lava Jato.

A decisão foi tomada durante sessão do plenário do CNJ, responsável por fiscalizar a atuação administrativa e disciplinar do Poder Judiciário. O processo administrativo disciplinar (PAD) investiga a atuação da magistrada na homologação de um acordo firmado em 2019 entre a força-tarefa da Lava Jato e a Petrobras. O documento previa a criação de uma fundação privada, sediada em Curitiba, para administrar aproximadamente R$ 2,5 bilhões provenientes de um acordo celebrado entre a Petrobras e autoridades dos Estados Unidos.

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Segundo o CNJ, a investigação busca esclarecer se houve irregularidades na homologação desse acordo.

O que aconteceu com a fundação da Lava Jato

Antes que a fundação fosse criada, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu os efeitos do acordo e impediu a transferência dos recursos.

A proposta recebeu críticas por dois motivos principais:

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  • ausência de participação da União na definição da destinação dos recursos;
  • possibilidade de integrantes da força-tarefa influenciarem a administração da fundação.

Esses fatos motivaram a abertura da apuração disciplinar pelo CNJ após inspeção realizada pela Corregedoria Nacional de Justiça em 2024.

Por que o processo foi prorrogado

Além do afastamento da magistrada, o plenário do CNJ decidiu, por unanimidade, prorrogar por mais 180 dias o Processo Administrativo Disciplinar. O objetivo é permitir a continuidade da produção de provas e da análise dos fatos investigados antes da conclusão do julgamento administrativo.

Até o encerramento do PAD, ainda não há decisão definitiva sobre eventual responsabilização da magistrada.

O que diz a defesa da ex-juíza da Lava Jato

Gabriela Hardt nega ter cometido qualquer irregularidade na homologação do acordo. A defesa sustenta que a magistrada atuou dentro das competências legais e deverá apresentar seus argumentos durante a continuidade do processo disciplinar no CNJ.

Qual o impacto da decisão

O afastamento imposto pelo CNJ é uma medida administrativa e não representa condenação criminal. O caso reacende o debate sobre os mecanismos de fiscalização do Judiciário e sobre os desdobramentos da Operação Lava Jato, cujas decisões continuam sendo revisadas por órgãos de controle e pelos tribunais superiores.

A decisão do CNJ ocorre em um momento de crescente escrutínio sobre atos praticados durante a Operação Lava Jato. O julgamento reforça o papel do Conselho na fiscalização da atuação disciplinar de magistrados, enquanto o processo segue em andamento e a magistrada mantém o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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