CNJ aprova contracheque único para juízes e mira supersalários no Judiciário
Medida aprovada por unanimidade obriga divulgação detalhada de salários e benefícios pagos a magistrados.
- Foto: CNJ
Resumo
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, por unanimidade, a criação do contracheque único para magistrados brasileiros. A medida busca ampliar a transparência sobre salários e benefícios pagos no Judiciário, além de dificultar pagamentos acima do teto constitucional por meio de verbas extras conhecidas como “penduricalhos”.
Notícias do Brasil – O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou nesta terça-feira (26) uma resolução que determina a adoção de contracheque único para todos os magistrados do país. A nova regra obriga tribunais e órgãos do Judiciário a concentrarem em um único documento todas as informações sobre salários, benefícios e verbas indenizatórias recebidas pelos juízes.
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A medida foi aprovada por unanimidade e tem como objetivo ampliar a transparência sobre os gastos públicos no Poder Judiciário, além de reforçar o controle sobre pagamentos que ultrapassem o teto constitucional.
Fim de folhas suplementares e pagamentos paralelos
Com a nova resolução, ficará proibida a emissão de contracheques complementares, folhas suplementares ou documentos separados para registrar pagamentos adicionais feitos aos magistrados.
A partir de agora, cada juiz deverá receber apenas um documento mensal contendo todos os valores pagos, incluindo subsídio, indenizações, gratificações e verbas retroativas. Segundo o CNJ, a mudança busca evitar distorções salariais e facilitar a fiscalização das remunerações no Judiciário.
Tabela unificada vai padronizar verbas
A resolução também estabelece a criação da Tabela Remuneratória Unificada (TRU), que vai padronizar a nomenclatura das verbas pagas aos magistrados em todo o país.
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Na prática, o sistema deverá detalhar individualmente pagamentos como:
- diárias;
- ajuda de custo;
- indenização de férias;
- remuneração por aulas;
- gratificações;
- valores retroativos pendentes.
A intenção é permitir maior clareza sobre os pagamentos realizados com recursos públicos.
Fachin destaca transparência no Judiciário
Durante a sessão de aprovação, o presidente do CNJ e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou que a medida reforça o compromisso do Judiciário com a transparência administrativa.
Segundo ele, os valores pagos com dinheiro público precisam ser apresentados de forma clara e acessível à sociedade. Fachin também afirmou que a nova regra ajudará os órgãos do Judiciário a fiscalizar o cumprimento do teto constitucional.
Tribunais terão 60 dias para adaptação
Os órgãos do Poder Judiciário terão prazo de 60 dias para adequar os sistemas de gestão de pessoal e folhas de pagamento às novas exigências. Após esse período, o contracheque único deverá ser implementado já na competência seguinte.
A fiscalização do cumprimento da resolução ficará sob responsabilidade da Corregedoria Nacional de Justiça, que poderá requisitar documentos, acessar sistemas e até determinar a suspensão de pagamentos considerados irregulares.
A decisão do CNJ ocorre após recentes julgamentos do STF sobre os chamados “penduricalhos” pagos a integrantes do Judiciário e do Ministério Público. No fim de março, a Corte definiu novas regras para aumentar a transparência remuneratória e limitar pagamentos acima do teto constitucional. De acordo com auditoria do próprio CNJ, tribunais brasileiros registraram mais de 500 nomenclaturas diferentes para verbas indenizatórias, dificultando o controle e a fiscalização dos pagamentos.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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