Brasil

Brasil


A notícia que atravessa o Brasil!

Pesquisar por em AM POST

CNJ impõe freio e orienta juízes a não aceitarem diligências pedidas pela Polícia Militar

O texto reforça que a PM não tem atribuição para conduzir investigações nem solicitar diligências.

29/10/2025 às 10:19

Notícias do Brasil – O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou na sessão de terça-feira (28), por unanimidade, uma recomendação para orientar todos os magistrados da área criminal a não aceitarem pedidos feitos diretamente pela Polícia Militar (PM), sem a ciência do Ministério Público (MP).

O texto reforça que a PM não tem atribuição para conduzir investigações nem solicitar diligências como de busca e apreensão em residências, exceto no caso de crimes militares praticados por seus próprios membros.

PUBLICIDADE

A medida foi aprovada após a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP) ter levado ao conhecimento do CNJ a concessão de diversos mandados de busca e apreensão pedidos ao Judiciário paulista diretamente pela PM-SP, sem o conhecimento do MP.

Nos autos do processo constam casos como a prisão de um suspeito por roubo em Bauru (SP), investigações na Cracolândia, na capital paulista, e a invasão e busca feita em um imóvel por suspeita de tráfico, também em São Paulo. Em todos esses casos, juízes locais deferiram as diligências solicitadas sem consulta ao MP.

Em 2022, o Supremo Tribunal Federal (STF) validou a legitimidade de pedidos feitos pela Polícia Militar em processos criminais, mas desde que recebam aval prévio do Ministério Público. Tal determinação tem sido desrespeitada nos últimos anos, frisou o advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, que falou em nome da ADPESP.

Leia também: Após ser dado como morto e “reviver” no velório, bebê prematuro morre em maternidade no Acre

“Está havendo uma usurpação de competência por parte da Polícia Militar que gera efeitos deletérios. A PM deve cumprir a sua missão de prevenir delitos com a presença ostensiva nas ruas”, afirmou o defensor, que criticou fortemente a intromissão dos militares nas atribuições da Polícia Civil. “Não pretendo levar clientes para depor em quartéis”, afirmou.

PUBLICIDADE

Relator do tema no CNJ, o conselheiro Pablo Coutinho Barreto frisou que as atividades de Segurança Pública devem ser desempenhadas “sempre em observância aos limites da lei”.

Barreto enfatizou ainda que a Constituição não dá legitimidade à Polícia Militar para conduzir investigações criminais ou processar inquéritos, atividades “atribuídas exclusivamente às polícias Civil e Federal”, observou.

A recomendação aprovada pelo CNJ estabelece ainda que, mesmo que qualquer mandado pedido diretamente pela PM seja aprovado pelo juízo competente, após parecer favorável do MP, o cumprimento da diligência deve sempre ser acompanhado por agentes da Polícia Judiciária (Civil ou Federal) e do Ministério Público.

Caso Escher
Em nota, o CNJ destacou que a medida de controle administrativo tem como fundamento, além da Constituição, uma decisão de 2009 da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Naquele ano, o organismo multilateral condenou o Brasil por violar direitos como privacidade, honra, liberdade de associação e garantias judiciais no que ficou conhecido como caso Escher.

Ocorrido em 1999, o caso leva o nome de Arlei José Escher, um dos cinco militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) que em 1999 teve ligações telefônicas interceptadas pela Polícia Militar do Paraná, com base em uma autorização judicial sem fundamentação ou ciência do MP.

Na época, partes selecionadas das conversas foram divulgadas na mídia, ocasionando uma onda de hostilidade e violência contra o MST no interior paranaense.

Agência Brasil

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

O AM POST está em todo lugar

Baixe agora mesmo o nosso app

Faça parte da comunidade

  • Praticidade na informação

  • Notícias todos os dias

  • Compartilhe com facilidade

WhatsApp Telegram
Sobre o TEA

O autismo não limita as pessoas. Mas o preconceito sim, ele limita a forma com que as vemos e o que achamos que elas são capazes.

Letícia Butterfield

Últimas notícias

Polícia

Homem suspeito de roubo é agredido por populares nas proximidades do Platão Araújo em Manaus

Uma mulher que se apresentou como esposa afirmou conhecê-lo havia apenas dois dias.

há 10 minutos

Manaus

Vazamento de estireno em Manaus: saiba quais são os efeitos do gás no organismo

Especialistas explicam que a substância pode provocar irritação, tontura e náusea, principalmente em pessoas expostas a altas concentrações.

há 35 minutos

Brasil

Michelle Bolsonaro sinaliza a aliados que disputará o Senado pelo Distrito Federal em 2026

Ex-primeira-dama mantém plano de concorrer ao Senado pelo DF mesmo após deixar o comando do PL Mulher.

há 38 minutos

Brasil

PL pede ao TSE regras mais rígidas para pesquisas eleitorais após contestar levantamento da AtlasIntel

Partido quer ampliar a fiscalização e endurecer as exigências para registro e divulgação de pesquisas eleitorais.

há 1 hora

Manaus

Prefeito Renato Junior determina instalação de Gabinete de Crise para monitorar vazamento de gás estireno em Manaus

Em publicação nas redes sociais, gestor informou que acompanha a ocorrência em tempo real e anunciou medidas para coordenar a resposta ao incidente no Distrito Industrial.

há 1 hora