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CNJ já aposentou compulsoriamente 126 magistrados

Nesta segunda-feira, ministro Flávio Dino, em decisão monocrática, acabou com aposentadoria compulsória como punição a magistrados que cometem crime.

Por Natan AMPOST

16/03/2026 às 18:12 - Atualizado em 16/03/2026 às 18:54

Resumo 


O Conselho Nacional de Justiça informou que 126 magistrados foram punidos com aposentadoria compulsória desde 2006. Após decisão do ministro Flávio Dino, do STF, a punição máxima para juízes condenados administrativamente pode passar a incluir a perda do cargo, e não apenas aposentadoria com vencimentos proporcionais.


Notícias do Brasil – O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informou nesta segunda-feira (16) que 126 magistrados foram punidos com aposentadoria compulsória desde 2006. A informação foi divulgada após uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que abriu a possibilidade de aplicação de uma punição ainda mais severa em processos administrativos contra juízes.

O CNJ foi criado em 2005 com o objetivo de fiscalizar e disciplinar a atuação do Poder Judiciário no país. Entre suas atribuições está o julgamento de infrações administrativas cometidas por juízes e desembargadores.

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Desde então, o órgão tem conduzido processos disciplinares contra membros da magistratura acusados de irregularidades ou condutas incompatíveis com o cargo.


Aposentadoria compulsória era a punição máxima

Até então, a punição mais severa prevista para magistrados em processos administrativos conduzidos pelo CNJ era a aposentadoria compulsória com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço.

A medida está prevista na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), que estabelece as regras disciplinares aplicadas aos integrantes do Judiciário.

Leia mais: Flávio Dino põe fim à aposentadoria compulsória como punição disciplinar mais grave a magistrados

 

Entre as penalidades previstas pela legislação estão advertência, censura, remoção compulsória, disponibilidade com vencimentos proporcionais e aposentadoria compulsória.

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Na prática, mesmo após condenação administrativa, magistrados punidos continuavam recebendo remuneração mensal proporcional ao tempo de carreira.


Decisão de Flávio Dino pode mudar entendimento

O debate sobre esse modelo de punição ganhou força após decisão do ministro Flávio Dino, que apontou a possibilidade de aplicação da perda do cargo público como sanção máxima em determinados casos.

Na avaliação do ministro, a aplicação da aposentadoria como punição gera questionamentos sobre sua efetividade.

Para Dino, dependendo da gravidade da conduta praticada pelo magistrado, a penalidade pode ser mais rigorosa.

“Aplicada após o devido processo legal, a depender do grau de reprovabilidade da conduta, a penalidade pode corresponder até mesmo à perda do cargo público”, afirmou o ministro.


Debate sobre punições no Judiciário

A decisão reacende o debate sobre a forma como o sistema disciplinar do Judiciário lida com magistrados envolvidos em irregularidades.

Críticos apontam que a aposentadoria compulsória, embora represente afastamento definitivo da função, acaba sendo vista por parte da sociedade como uma punição branda, já que mantém o pagamento de vencimentos proporcionais.

Com o novo entendimento, casos mais graves analisados pelo CNJ poderão resultar em sanções mais duras, incluindo a perda definitiva do cargo.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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