Cofres públicos já gastaram R$ 1,3 milhão com viagens de autoridades para o ‘Gilmarpalooza’ em Lisboa
Valores são referentes a diárias e passagens de autoridades e servidores.
- Foto: Reprodução
O 12º Fórum Jurídico de Lisboa, também conhecido como “Gilmarpalooza”, voltou a chamar a atenção pelos gastos consideráveis que envolvem a participação de autoridades brasileiras. Segundo uma apuração do jornal O Estado de S. Paulo, o evento, realizado entre os dias 26 e 28 de junho em Lisboa (Portugal), já utilizou R$ 1,34 milhão dos cofres públicos em diárias e passagens.
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O evento é organizado pelo Instituto Brasileiro de Direito Público (IDP), do qual o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes é sócio. Nos últimos anos, a cerimônia se tornou um evento significativo no calendário político brasileiro, atraindo um grande número de autoridades de diferentes esferas do governo.
Este ano, cerca de 160 autoridades do Legislativo, Executivo e Judiciário, além de pelo menos 20 assessores, participaram do evento. A maioria dessas autoridades teve suas despesas de viagem e estadia cobertas pelos cofres públicos, fato que gerou críticas e discussões sobre a pertinência e a transparência desses gastos.
Os números dos gastos foram obtidos a partir de diversas fontes oficiais, incluindo o Diário Oficial da União (DOU), a lista de palestrantes do Fórum, ordens bancárias do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), portais de transparência e documentos do Sistema de Concessão de Diárias e Passagens (SCDP). Apesar da transparência em alguns casos, muitos portais ainda não publicaram os dados completos de junho, o que significa que o valor total das despesas ainda pode aumentar.
Até o momento, já se sabe que o “Gilmarpalooza” gastou R$ 136,6 mil com passagens para 11 autoridades. No entanto, esse valor é apenas parcial, já que a maioria dos portais de transparência não divulgou todos os dados relativos ao mês de junho. O levantamento completo deve ser concluído nas próximas semanas, o que pode revelar um valor ainda mais elevado.
A revelação desses gastos levantou debates sobre a utilização de recursos públicos para financiar a participação de autoridades em eventos internacionais. Críticos argumentam que, em tempos de austeridade e cortes orçamentários em diversas áreas essenciais, é questionável que tais quantias sejam gastas em viagens e estadias de luxo.
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