Collor é preso em Maceió e come “quentinha” na sede da PF
Segundo a defesa, a viagem a Brasília tinha como objetivo a apresentação voluntária do ex-presidente à Justiça.
Notícias do Brasil – O ex-presidente e ex-senador Fernando Collor de Mello foi preso na manhã desta sexta-feira (25/4), no Aeroporto Zumbi dos Palmares, em Maceió (AL), momentos antes de embarcar em um voo comercial com destino a Brasília. A ordem de prisão foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a rejeição dos recursos da defesa contra a condenação de Collor a 8 anos e 10 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
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Após ser detido, Collor foi levado à Superintendência da Polícia Federal em Maceió, onde permaneceu em uma sala reservada para autoridades. Apesar da condição de ex-presidente, ele não teve regalias: almoçou uma quentinha, refeição padrão servida aos custodiados no local.
Segundo a defesa, a viagem a Brasília tinha como objetivo a apresentação voluntária do ex-presidente à Justiça para início do cumprimento da pena, relacionada a irregularidades na BR Distribuidora, investigadas no âmbito da Operação Lava Jato. O embarque de Collor estava previsto para as 4h50, e ele viajava acompanhado apenas de um segurança.
Decisão do STF e reação da defesa
A prisão foi determinada na véspera, quinta-feira (24/4), após o ministro Alexandre de Moraes rejeitar os embargos de infringentes apresentados pela defesa. A sentença original foi proferida pelo plenário do STF em 2023.
Em nota, os advogados do ex-presidente afirmaram ter recebido a decisão com “surpresa e preocupação”. Segundo a defesa, o recurso rejeitado é “manifestamente cabível”, e a análise deveria ocorrer em sessão plenária, já marcada para o dia seguinte. Os advogados ainda alegam que não houve manifestação sobre a prescrição levantada após o trânsito em julgado para a Procuradoria-Geral da República (PGR).
A defesa confirmou que Collor foi preso enquanto se dirigia voluntariamente a Brasília, cumprindo, segundo os advogados, a decisão de Moraes “de forma espontânea”.
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