Com indícios de corrupção, Governo Lula escolhe empresa dos irmãos Batista para importar energia mais cara da Venezuela para o Brasil
A decisão do governo tem gerado polêmica e críticas, levantando indícios de corrupção.
- Arte: Lívia Thársis/Portal AM POST
O Ministério de Minas e Energia autorizou a empresa Âmbar, pertencente ao grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, a realizar a importação de energia elétrica da Venezuela para reforçar o abastecimento de Roraima. A importação terá um custo entre R$ 900 a R$ 1.080 pelo MWh (megawatt-hora), com base no volume de importação.
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No entanto, a decisão do governo tem gerado polêmica e críticas, levantando indícios de corrupção envolvendo a empresa dos irmãos Batista e sua relação histórica com o PT. O deputado federal Kim Kataguiri apontou que a operação apresenta aspectos suspeitos, especialmente porque a energia está sendo adquirida de uma empresa ligada aos aliados históricos dos petistas. O parlamentar ressaltou que o preço aprovado pela Aneel para a importação é dez vezes maior do que o estimado pelo próprio Ministério de Minas e Energia.
“Há indícios fortíssimos de corrupção em toda essa operação porque a compra de energia da Venezuela se dá por uma empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista. O ministro de energia do governo Lula estimou que o preço seria de R$100 o MWh (megawatt-hora). A empresa selecionada pelo governo para fazer essa importação de energia foi aprovada pela Aneel por um valor de R$ 1.080 MWh (megawatt-hora). Na própria agência do Brasil recomendou que a importação de energia que o volume de importação não seja superior a 15 MWh. Quanto que o governo está querendo comprar? 120MWh”, disse.
O deputado Kim Kataguiri levantou questões sobre o preço da energia importada da Venezuela. Segundo ele, o ministro de energia do governo Lula estimou que o valor seria de R$ 100 por MWh (megawatt-hora), enquanto a empresa selecionada para realizar a importação foi aprovada pela Aneel por um valor de R$ 1.080 por MWh. Essa diferença de valores, de acordo com o deputado, é um indício de possível corrupção na operação.
“Como é que uma empresa vence uma licitação para importar um produto da Venezuela que ela nunca importou? Como que o preço é 10 vezes maior do que o estimado pelo próprio ministério que contratou essa empresa? Como que essa energia custa o dobro daquilo que é praticado dentro do próprio país que tá exportando? E como que coincidentemente os donos dessa empresa são Joesley e Wesley Batista aliados históricos do PT?”, questionou.
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O Brasil interrompeu a importação de energia da Venezuela em março de 2019, no governo Bolsonaro, devido a um agravamento das relações bilaterais entre os dois países. Desde então, os consumidores de Roraima têm sido abastecidos exclusivamente por geração local.
De acordo com o ministério, a iniciativa tem como objetivo reduzir a emissão de gases do efeito estufa da matriz energética brasileira, substituindo energia termelétrica por energia hidrelétrica fornecida pela hidrelétrica Simón Bolívar, também conhecida como Guri, localizada no Rio Caroni, na Venezuela. A energia será transportada através da linha de transmissão 230 kV Boa Vista, ligando o ponto de medição na subestação Boa Vista. A importação terá um custo entre R$ 900 a R$ 1.080 pelo MWh (megawatt-hora), com base no volume de importação.
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