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Com medo de presas, mãe de Henry pede para ficar isolada em presídio

Monique Medeiros prestou depoimento aos agentes da Secretaria de Administração Penitenciária onde relatou rejeição das outras detentas.

  • Por AM POST

  • 16/04/2021 às 19:47

  • Leitura em dois minutos

Com medo de retaliações na cadeia, a mãe do menino Henry Borel Medeiros, de 4 anos, Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida, presa no Instituto Penal Ismael Sirieiro, em Niterói, Região Metropolitana do Rio, pediu a agentes da Secretaria de Estado Administração Penitenciária (Seap) para ir para o “seguro”, cela onde fica isolada de outras internas.

Atualmente, ela está sozinha para cumprir o protocolo de segurança durante a Covid-19, que prevê quarentena de 14 dias. Monique e o padrasto do menino, o médico e vereador Jairo Souza dos Santos Júnior, o Dr. Jairinho (sem partido), estão presos por envolvimento na morte de Henry.

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“Após a quarentena, o interno é classificado pelo tipo de crime. Como a Monique fez o pedido de ‘seguro’ em depoimento prestado, relatando o risco de vida em razão da rejeição das internas, quando passar os 14 dias, ela ficará isolada”, explicou o secretário de Administração Penitenciária, Raphael Montenegro.

Montenegro informou ainda que a unidade onde Monique está também dispõe de câmeras de segurança para monitoramento do dia a dia das internas. “No sistema não se faz distinção de presos por crime e a gente tem que cumprir a lei. Agora, a administração pública tem ser transparente e dar satisfação à sociedade”, ressaltou o secretário.

Na última segunda-feira (12/4), a Seap informou que Monique Medeiros foi encaminhada ao Hospital Penal Hamilton Agostinho, no Complexo de Gericinó, após sentir dores abdominais ao urinar e solicitar atendimento médico. E, em seguida, retornou ao Instituto Penal Ismael Sirieiro.

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Caso Henry
Jairinho e Monique estão com a prisão temporária decretada por 30 dias por determinação do 2º Tribunal do Júri. O menino Henry foi levado pelo casal já morto para o hospital Barra D’Or, zona oeste, no dia 8 de março.

Eles alegam acidente doméstico, mas o laudo aponta morte violenta por 23 lesões provocadas por agressões. A polícia comprovou que Monique sabia das agressões, como revelou em novo depoimento a babá Thayna de Oliveira Ferreira, que chegou a mentir para a polícia.

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O menino revelou para a mãe em conversa por videochamada que apanhava do padrasto. Segundo a polícia, o casal será indiciado por homicídio qualificado e tortura.

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