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Confronto entre militantes da esquerda e policiais militares marca votação de escolas cívico-militares na Alesp; assista

A aprovação do projeto representa uma vitória significativa para o governo Tarcísio de Freitas, que tem defendido as escolas cívico-militares.

  • Por AM POST

  • 21/05/2024 às 20:38

  • Leitura em quatro minutos

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) foi palco de um confronto entre estudantes e a Polícia Militar nesta terça-feira (21). Militantes de esquerda que protestavam contra o projeto de criação de escolas cívico-militares no Estado entraram em confronto com as forças de segurança após serem impedidos de acessar o plenário durante a votação da proposta.

O projeto, uma das principais bandeiras do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na área da educação, foi aprovado por 54 votos a favor e 21 contra. A iniciativa surge em um contexto de aceno à base bolsonarista, especialmente após o governo federal ter encerrado o programa nacional de fomento a escolas cívico-militares criado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

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A tensão começou a crescer quando policiais do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) bloquearam a entrada dos estudantes na galeria do plenário utilizando escudos e cassetetes. Vídeos gravados pelos manifestantes mostram os adolescentes sendo atingidos pelas forças policiais. O confronto se intensificou com a apreensão de pelo menos sete pessoas.

Medidas adicionais de segurança foram adotadas pela Alesp, incluindo o desligamento dos elevadores que dão acesso ao plenário e o fechamento das portas antichamas, para impedir a entrada dos manifestantes. Apesar das tentativas de acessar o plenário, que permanecia praticamente vazio às 17h, os estudantes foram impedidos pela polícia legislativa.

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Ao menos três pessoas invadiram o plenário da Alesp no início da tarde, em protesto ao projeto. Os manifestantes foram retirados à força pela PM.

O presidente da Alesp, André do Prado (PL), justificou as ações de segurança como necessárias para evitar uma invasão ao plenário. Contudo, ele não comentou sobre os jovens apreendidos ou agredidos durante o confronto.

O deputado estadual Eduardo Suplicy (PT), afirmou que tentou “mediar o entendimento e foi surpreendido com spray de pimenta”. Ele divulgou um vídeo com imagens do momento em que tudo aconteceu.

A aprovação do projeto representa uma vitória significativa para o governo Tarcísio de Freitas, que tem defendido as escolas cívico-militares como uma solução para melhorar a qualidade da educação no Estado. Essas instituições combinam a gestão pedagógica tradicional com a disciplina e os valores militares, uma proposta que tem gerado controvérsia e polarizado opiniões.

Os críticos argumentam que o modelo militarizado pode não ser adequado para todos os estudantes e que a imposição de disciplina rígida pode sufocar a criatividade e o desenvolvimento crítico dos jovens. Além disso, apontam que a implementação desse modelo pode desviar recursos de outras áreas essenciais da educação pública.

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- Nay Potarcio

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