Congresso retoma votações com duas semanas de esforço concentrado antes das eleições
Câmara e Senado terão períodos específicos de trabalho em agosto e setembro para conciliar votações com a campanha eleitoral.
- O Congresso retomou as atividades com dois blocos de esforço concentrado antes das eleições: 10–14 de agosto e 31 de agosto–3 de setembro, com recesso estendido e pausa para campanhas.
- Na Câmara, a pauta será definida pelos líderes nesta terça, com prioridade a propostas de uso de receitas do petróleo para reduzir a carga tributária sobre combustíveis, e resistência a temas polêmicos como a criminalização da misoginia.
- No Senado, votações concentradas vão ocorrer com MPs de crédito extraordinário e medidas para evitar perda de validade, enquanto temas como a PEC da escala 6x1 e a PEC da Segurança ficam em segundo plano, com prazos próximos (26–31 de agosto) exigindo acordos entre as casas.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: Agência Senado
Notícias do Brasil – O Congresso Nacional retomou as atividades nesta segunda-feira (10) com uma dinâmica diferente da tradicional. Câmara dos Deputados e Senado Federal deverão concentrar as votações em apenas duas semanas de esforço concentrado antes das eleições de outubro.
O primeiro período ocorre entre 10 e 14 de agosto. O segundo está previsto para 31 de agosto a 3 de setembro. A estratégia foi articulada pelas presidências das duas Casas para conciliar o funcionamento do Legislativo com o calendário eleitoral. Nos intervalos, deputados e senadores poderão retornar aos Estados de origem para participar das campanhas.
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Embora o recesso parlamentar tenha terminado oficialmente em 1º de agosto, os parlamentares prolongaram a pausa por mais uma semana.
Câmara define pauta nesta terça-feira
Na Câmara dos Deputados, a definição da pauta ficará para a reunião dos líderes partidários, marcada para esta terça-feira (11). Entre as propostas que podem avançar está o projeto enviado pelo governo federal em abril que autoriza o uso de receitas adicionais provenientes da exploração de petróleo para reduzir a carga tributária sobre combustíveis.
Projetos considerados mais polêmicos, porém, podem enfrentar maior resistência.
É o caso da proposta que criminaliza a misoginia, defendida por partidos de esquerda e que o governo pretende colocar em discussão. A construção de um acordo também envolve projetos defendidos pela oposição e pelo Centrão, como a proposta que amplia o limite de faturamento anual dos Microempreendedores Individuais (MEIs).
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Senado concentra votações e análise de MPs
No Senado, o funcionamento seguirá estratégia semelhante, com uma semana de esforço concentrado a partir desta segunda-feira. Além das sessões deliberativas, os senadores deverão participar de reuniões de comissões enquanto conciliam as atividades legislativas com a campanha eleitoral nos Estados.
Entre as matérias que pressionam a pauta estão quatro medidas provisórias relacionadas à abertura de créditos extraordinários. Uma delas precisa ser analisada ainda em agosto para não perder a validade.
MP prevê R$ 330 milhões para empresas de gás de cozinha
A MP 1.351/2026 prevê R$ 330 milhões em subvenção econômica para empresas importadoras de gás liquefeito de petróleo (GLP), utilizado como gás de cozinha. A medida faz parte das ações do governo federal para tentar reduzir os efeitos da alta do petróleo e de seus derivados provocada pelo conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
O prazo de vigência da medida termina em 25 de agosto. Outras medidas provisórias destinam recursos emergenciais a famílias atingidas por eventos climáticos extremos em Minas Gerais, Pernambuco e Paraíba. Também há uma MP voltada ao financiamento de ações de combate a incêndios florestais.
Como se tratam de créditos extraordinários, os recursos podem ser utilizados imediatamente, mas a manutenção dos valores depende da aprovação das medidas pelo Congresso dentro do prazo constitucional.
Dívidas de produtores rurais continuam sem acordo
Na Câmara, a renegociação das dívidas de produtores rurais atingidos por eventos climáticos permanece sem uma solução definitiva. O governo tenta negociar uma alternativa com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) por meio de uma medida provisória.
A estratégia busca substituir o avanço do projeto aprovado pelo Senado, considerado pelo Executivo de elevado impacto fiscal.
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Fim da escala 6×1 e PEC da Segurança ficam em segundo plano
No Senado, duas das principais pautas defendidas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também não devem avançar durante o período de esforço concentrado. Uma delas é a PEC que propõe mudanças na jornada de trabalho, incluindo o debate sobre o fim da escala 6×1. A outra é a PEC da Segurança, que trata de mudanças na estrutura e nas atribuições relacionadas à segurança pública. As duas matérias ficam, portanto, em segundo plano durante a primeira semana de retomada das atividades.
Congresso terá outras MPs com prazo próximo
Além das medidas provisórias que estão na pauta do Senado, Câmara e Senado precisam analisar outros textos que se aproximam do fim do prazo constitucional. Uma das medidas cria linhas de crédito para exportadores afetados pelo Plano Brasil Soberano e precisa ser analisada pelas duas Casas até 26 de agosto.
Outra amplia o Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) para permitir o financiamento de caminhões e ônibus sustentáveis. Nesse caso, a vigência termina em 27 de agosto. Também está pendente a medida provisória que criou o novo Desenrola Brasil. O texto perde a validade em 31 de agosto e ainda não teve comissão mista instalada para analisar a proposta antes da votação nos plenários.
Taxa das blusinhas também entra no calendário de prazos
Outro prazo relevante chega no início de setembro. Está pendente a medida que encerrou a cobrança da chamada “taxa das blusinhas”, imposto de 20% que incidia sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas por meio postal dentro do programa Remessa Conforme.
Com o calendário eleitoral reduzindo o período de funcionamento regular do Congresso, Câmara e Senado terão de priorizar matérias com prazo de validade próximo e projetos que consigam reunir acordo entre as diferentes bancadas.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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