Contrato milionário da mulher de Moraes com Master previa atuação em órgãos federais, que negam qualquer atividade da advogada
Acordo exigia cinco frentes de atuação, mas nenhum encontro, despacho ou protocolo foi identificado.
- Foto: Agência Brasil
Resumo
A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) revelou não ter registros de atuação da advogada Viviane Barci de Moraes em Brasília desde janeiro de 2024. Embora seu contrato milionário com o Banco Master previsse trabalho perante o órgão, Banco Central e Cade também negam atividades. O acordo previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões.
Falta de registros na PGFN
<strong><a href=”https://ampost.com.br/brasil/” target=”_blank”>Notícias do Brasil</a></strong> – A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) informou que “não foi identificado registro de ingresso” da advogada Viviane Barci de Moraes em suas instalações em Brasília entre janeiro de 2024 e dezembro de 2025. A resposta, obtida por meio da Lei de Acesso à Informação, destaca que nem as unidades regionais, seccionais ou escritórios de representação detectaram reuniões ou audiências com a profissional.
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A PGFN é um órgão essencial vinculado à Advocacia-Geral da União (AGU), responsável por defender a União em causas fiscais e prestar consultoria ao Ministério da Fazenda. Segundo a instituição, desde 16 de janeiro de 2024, data em que o contrato com o Banco Master entrou em vigor, não houve qualquer entrada física da advogada nas dependências do órgão.
Detalhes do contrato de R$ 130 milhões
O contrato entre o escritório de Viviane e o Banco Master previa o pagamento de R$ 3,6 milhões mensais. O documento estabelecia que a advogada organizaria “cinco núcleos de atuação” para representar o banco perante o Judiciário, o Legislativo e quatro órgãos específicos do Poder Executivo:
- Banco Central;
- Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN);
- Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade);
- Receita Federal.
Caso fosse cumprido integralmente até o início de 2027, o acordo renderia ao escritório Barci de Moraes Associados aproximadamente R$ 130 milhões. O término do contrato coincide com o período em que o ministro Alexandre de Moraes deve assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF).
Silêncio em outros órgãos reguladores
Além da PGFN, o Banco Central e o Cade já haviam confirmado a ausência de registros de acesso de Viviane Barci de Moraes. O Cade afirmou que nem a advogada, nem representantes de seu escritório, participaram de reuniões para discutir a compra do Master pelo BRB ou outros casos relacionados à instituição financeira desde o início de 2024.
Relatos indicam que o ministro Alexandre de Moraes teria procurado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ao menos quatro vezes para tratar de temas relacionados ao Banco Master. Enquanto o Banco Central vetou a operação de venda de créditos para o BRB após identificar fraudes, o Cade aprovou o negócio sem restrições em junho passado. A equipe de reportagem tentou contato com a advogada, mas não obteve retorno até o momento.
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