COP30 em Belém encerra com salto nas NDCs e foco em adaptação climática
Conferência aprovou 29 textos, elevou NDCs de 94 para 122, fortaleceu a agenda de adaptação e definiu diretrizes para fundos climáticos e transição justa.
- Foto: © Tânia Rêgo/Agência Brasil
Notícias do Brasil – A COP30 foi encerrada em Belém com um avanço expressivo no número de NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas) previstas no Acordo de Paris. Segundo a CEO da conferência, Ana Toni, o encontro começou com 94 NDCs apresentadas e terminou com 122, reforçando o compromisso internacional de limitar o aquecimento global a 1,5°C. Ao fim da sessão, foi confirmada a próxima sede das negociações: a Turquia, sob organização da Austrália.
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Mesmo com o encerramento formal, o Brasil segue na presidência da COP30 por mais 11 meses, período em que deverá conduzir a preparação do mapa do caminho para acelerar a transição dos combustíveis fósseis e fortalecer políticas de desmatamento zero.
A conferência terminou com a aprovação de 29 textos, construídos por consenso entre 129 países, abrangendo temas como adaptação, mitigação, financiamento climático e implementação. Na Agenda de Ação, foram registrados 120 planos de aceleração que vão orientar políticas públicas e ações setoriais para reduzir emissões e ampliar a resiliência climática.
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A Agenda de Adaptação foi um dos pontos mais celebrados, destacada por Ana Toni como “muito superior às conferências anteriores”. Com a adoção de indicadores globais inéditos, os países passam a contar com uma ferramenta comum para medir vulnerabilidades, impactos e avanços em adaptação, com expectativa de planos mais robustos, metas verificáveis e monitoramento claro nas próximas COPs.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, reconheceu os avanços, mas ressaltou que a ambição poderia ter sido maior diante da urgência climática, citando barreiras políticas e financeiras. Entre os principais acordos aprovados estão: o Mutirão (CMA.6), o Programa de Trabalho de Transição Justa, o Balanço Global, o Artigo 2.1(c), as Medidas de Resposta, diretrizes para o Fundo de Perdas e Danos, ampliação do teto do Fundo de Adaptação e a primeira estrutura do Objetivo Global de Adaptação (GGA).
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