CPMI do INSS amplia investigação e mira Romeu Zema e Banco Master em supostas fraudes no consignado
Parlamentares afirmam que o modelo de concessão digital pode ter exposto idosos a riscos de fraude.
- Reprodução
Notícias do Brasil – A CPMI do INSS aprovou nesta quinta-feira (4) uma nova série de requerimentos que expandem o escopo das investigações sobre fraudes em empréstimos consignados e descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas. A comissão parlamentar, criada para apurar irregularidades no sistema de crédito vinculado ao INSS, agora direciona parte de seus esforços ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e ao Banco Master, instituição financeira ligada ao empresário Daniel Vorcaro, preso na operação Compliance Zero.
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Um dos requerimentos aprovados cobra explicações de Zema sobre as atividades da Zema Financeira, empresa da família do governador que atua no mercado de crédito consignado online. Parlamentares afirmam que o modelo de concessão digital pode ter exposto idosos a riscos de fraudes, especialmente em casos de contratação não autorizada.
Já no caso do Banco Master, os membros da CPMI aprovaram a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da instituição. O banco é investigado pela suposta comercialização de créditos falsos e por operações que teriam movimentado valores bilionários. Segundo os parlamentares, a medida é fundamental para rastrear o fluxo financeiro e identificar possíveis práticas criminosas.
Nos próximos dias, a comissão seguirá analisando documentos, ouvindo depoimentos e votando novas quebras de sigilo. A expectativa é que as apurações se aprofundem para identificar as responsabilidades e eventuais conexões entre agentes públicos, empresas e operadores financeiros envolvidos no sistema de consignado.
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