CPMI do INSS ouve empresário do DF e presidente da Conafer
Estimativas apontam que a Conafer teria arrecadado cerca de R$ 688 milhões nesse período.

Foto: Lula Marques / Agência Brasil
Notícias do Brasil – A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) realizou depoimentos importantes nesta segunda-feira.
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Dois nomes sob os holofotes são o empresário do Distrito Federal Fernando dos Santos Andrade Cavalcanti e o presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes.
Fernando Cavalcanti foi convocado como testemunha pelas suspeitas de envolvimento em esquemas que fraudaram concessões de aposentadorias e pensões no INSS.
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Em operação da Polícia Federal chamada Operação Sem Descontos, em 12 de setembro, a casa de Cavalcanti no Lago Sul (bairro de alto padrão de Brasília) foi alvo de busca e apreensão. Durante a ação, foram recolhidos bens de luxo — entre eles, uma Ferrari, uma réplica de carro de Fórmula 1 usado por Ayrton Senna, relógios caros e quantia em dinheiro.
O empresário é administrador e CEO da empresa Valestra, que atua com serviços de apoio administrativo e combinados.
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Também é citado o advogado Nelson Willians, com quem Cavalcanti teria relações societárias, e a figura conhecida como “Careca do INSS”, alvo central das investigações da CPMI e da PF.
Já em relação a Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Conafer, a CPMI pretende apurar supostas receitas oriundas de remunerações de trabalhadores rurais e indígenas inativos desde 2019. Estimativas da Controladoria-Geral da União (CGU) apontam que a Conafer teria arrecadado cerca de R$ 688 milhões nesse período.
Carlos Roberto também é empresário do ramo de pecuária, dono de empresas de reprodução bovina (como a Concepto Vet), e tem projeções internacionais: em 2024, a Conafer divulgou atuação em países africanos como Ruanda, Uganda, Tanzânia, entre outros, com filiações de agricultores familiares.
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