CPMI do INSS será instalada no Congresso nesta quarta-feira (20)
Comissão foi criada depois de revelações sobre descontos irregulares que teriam desviado R$ 6,3 bilhões de beneficiários.

Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) será instalada nesta quarta-feira (20.ago.2025), após meses de impasse no Congresso. A criação do colegiado foi impulsionada por denúncias de fraudes bilionárias em aposentadorias, que indicam descontos irregulares aplicados a segurados.
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As suspeitas ganharam repercussão a partir de reportagens publicadas em dezembro de 2023, que mostraram o aumento expressivo da arrecadação de entidades sindicais e associativas às custas de aposentados. Estima-se que os valores desviados somem cerca de R$ 6,3 bilhões. O caso resultou na deflagração da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, em abril deste ano, que levou à demissão do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e à renúncia do ministro da Previdência, Carlos Lupi.
A CPMI será presidida pelo senador Omar Aziz (PSD-AM) e terá como relator o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), ambos considerados de perfil conciliador. O fato de nenhum deles ter assinado o requerimento de criação da comissão gerou críticas da oposição, que teme uma condução menos combativa das investigações.
O pedido de instalação foi apresentado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e pela deputada Coronel Fernanda (PL-MS), reunindo apoio de 223 deputados e 36 senadores. A autorização só veio em junho, após decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
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A comissão contará com 16 senadores e 16 deputados titulares, além dos suplentes. Entre os nomes estão parlamentares de perfil mais radical, como Magno Malta (PL-ES) e Marcel Van Hattem (Novo-RS), mas a maioria pertence a blocos de sustentação ao governo, o que pode reduzir o impacto das investigações sobre a gestão Lula.
Nos próximos dias, caberá ao relator definir o plano de trabalho, que poderá incluir convocações de ministros, pedidos de informações a órgãos públicos e oitivas de dirigentes de entidades acusadas de envolvimento nas irregularidades.
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