Criança de 10 anos é encontrada morta em cachoeira
A mãe acredita que a polícia chegará ao responsável pelo crime e que a justiça será feita.
- Foto: Reprodução/Redes Sociais
Notícia do Brasil – A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou que o corpo encontrado próximo à cachoeira Pele de Gato, em São Pedro do Suaçuí, no Rio Doce, no último sábado (8 de março), pertence a Yara Karolaine Martins Neves, de 10 anos. A criança estava desaparecida desde o dia 4 de março, em Água Boa, no Vale do Rio Doce. O reconhecimento foi feito pela família.
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Em entrevista ao jornal O TEMPO, Maria Geralda Tavares Martins, mãe de Yara, contou que a filha desapareceu enquanto caminhava até a casa de uma amiga. Segundo a mãe, a menina foi abordada por alguém em um carro na esquina de sua residência.
Corpo foi encontrado a 60 km de casa
O corpo da criança foi localizado a aproximadamente 60 km de sua cidade natal, dentro de um saco, em um buraco próximo à cabeceira de uma ponte. A perícia indicou que já havia sinais de decomposição e que Yara vestia uma peça de roupa rosa com detalhes brancos.
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“Era só virar a esquina”
Maria Geralda relatou que Yara estava a caminho da casa de uma amiga, localizada a poucos metros de sua residência. “Era só virar a esquina e dar 50 passos que já estaria na casa da amiga”, lamentou.
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Desde o dia seguinte ao desaparecimento, a mãe sentia que algo estava errado. “Na quarta-feira, nada de notícias. Na quinta-feira, também não. No meu coração, eu já sabia que ela não estava mais viva”, afirmou.
Família abalada e busca por justiça
A perda de Yara abalou profundamente a família, especialmente sua irmã de 13 anos, com quem tinha uma relação muito próxima. “Ela tenta se segurar, mas quando entra no quarto, chora, mexe nas roupinhas da irmã e desaba. Está muito difícil”, disse Maria. A irmã mais velha completou 13 anos nesta semana e esperava que Yara retornasse como presente de aniversário.
Agora, Maria Geralda precisa enfrentar a dor e seguir em frente ao lado da filha mais velha. “Seremos só nós duas agora. Mas eu preciso continuar, preciso trabalhar para cuidar da minha filha e manter minha casa. Não é fácil. É uma dor quase insuportável”, desabafou.
Apesar do sofrimento, a mãe acredita que a polícia chegará ao responsável pelo crime e que a justiça será feita.
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