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Criança sofreu acidente com mesma equipe 3 meses antes de queda fatal de jovem sem corda em SP

Investigação aponta que organizadores presenciaram acidente anterior na Ponte do Esqueleto, mas mantiveram as atividades no local.

Por Beatriz Silveira

06/07/2026 às 16:22

Foto: Reprodução

Resumo

  • Acidente anterior: Um menino de 9 anos sofreu uma queda durante salto em março.
  • Tragédia: Três meses depois, Maria Eduarda de Freitas, de 21 anos, morreu após ser lançada de uma ponte.
  • Investigação: Quatro pessoas foram indiciadas por homicídio com dolo eventual.
  • Grupo clandestino: O Entre Cordas operava havia mais de um ano sem registro formal de empresa.

Notícias do Brasil – Três meses antes da morte de Maria Eduarda de Freitas, de 21 anos, os organizadores de um grupo de rope jump clandestino presenciaram outro acidente na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo.

Em março, uma falha no sistema de debreagem, mecanismo de freio da corda, quase tirou a vida de um menino de 9 anos. O episódio ocorreu no mesmo local onde, em 13 de junho, Maria Eduarda sofreu o acidente que terminou em morte. Apesar do alerta anterior, as atividades do grupo continuaram sendo realizadas na ponte.

O que aconteceu com o menino de 9 anos?

O acidente ocorreu pouco depois de o menino de 9 anos e uma menina de 7 anos posarem para um vídeo utilizando equipamentos do grupo Entre Cordas. Luis Gustavo, que trabalhava na equipe e saltou ao mesmo tempo que o menino, relatou o momento da queda.

“O garoto foi correndo, eu já fui correndo atrás. Ele pulou e eu pulei dando um mortal logo atrás. Eu não ouvi o garotinho, tipo, gritar o ‘uhu’, que ele sempre gritava”, afirmou.

Segundo Gustavo, pessoas começaram a gritar o nome do menino.

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“Quando eu olhei para o lado, ele estava no chão”, relatou.

O pai da criança também trabalhava no grupo e acompanhou o salto. Ele prestou depoimento à polícia como testemunha.

Como Maria Eduarda morreu durante o rope jump?

Em 13 de junho, Maria Eduarda de Freitas, de 21 anos, participou de uma atividade de rope jump na Ponte do Esqueleto. Segundo a investigação, a jovem foi lançada da estrutura sem a corda de proteção que deveria garantir a segurança durante o salto.

Maria Eduarda chegou a ser socorrida, mas morreu após o acidente. Um vídeo gravado pelo celular da própria vítima confirmou, segundo a Polícia Civil, que ela foi lançada sem o equipamento de segurança preso ao corpo.

Quem foi indiciado pela morte de Maria Eduarda?

Com o encerramento do inquérito policial, quatro pessoas foram indiciadas por homicídio com dolo eventual.

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São elas:

  • Evelyne dos Santos, apontada como chefe da equipe;
  • Vitor de Freitas;
  • Maicon Cintra;
  • Luis Felipe Egoroff.

No dolo eventual, a investigação considera que os envolvidos assumiram o risco de provocar a morte. Vitor, Maicon e Luis Felipe aparecem nas imagens relacionadas ao momento em que a jovem foi lançada da estrutura.

Duas pessoas que haviam sido detidas inicialmente tiveram as prisões revogadas e foram soltas.

A polícia identificou tentativa de apagar vídeos dos acidentes?

A investigação apontou um padrão de tentativa de ocultação de provas nos dois acidentes. Pelo menos três testemunhas disseram ter visto uma pessoa retirar a câmera que estava com Maria Eduarda após a queda. Luis Gustavo afirmou em depoimento que recebeu uma ordem da organizadora para buscar o equipamento.

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“Ela falou: ‘Gustavinho, a gente precisa. Traz a câmera, a gente precisa dessa câmera, a gente precisa apagar o vídeo’. Essas foram as palavras”, declarou.

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Segundo a investigação, uma mensagem de áudio enviada por outra ex-funcionária aponta que Evelyne teria feito uma exigência semelhante após o acidente envolvendo o menino de 9 anos.

Por conta disso, ela também responderá por fraude processual.

Quem deveria verificar a corda de segurança de Maria Eduarda?

Maicon Cintra e Luis Felipe Egoroff reconheceram em depoimento que tinham a responsabilidade de verificar se a corda estava presa ao corpo da jovem. Os dois, no entanto, afirmaram não saber explicar por que a checagem não foi realizada.

O relatório policial concluiu que os saltos eram realizados com “significativa desorganização operacional”.

A investigação também apontou “ausência de isolamento adequado da área” e um “elevado número de saltos em reduzido intervalo de tempo”.

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Segundo a polícia, essas condições aumentavam a possibilidade de falhas humanas e comprometiam a segurança dos participantes.

O grupo Entre Cordas funcionava de forma clandestina?

Sim. De acordo com a investigação, o Entre Cordas operava de forma clandestina havia mais de um ano. O grupo não possuía registro formal de empresa. A Ponte do Esqueleto pertencia à antiga Rede Ferroviária Federal e está sob custódia da Secretaria do Patrimônio da União.

Após a morte de Maria Eduarda, o acesso ao local foi bloqueado nos dois extremos.

Foram instaladas cercas de arame farpado e placas de aviso. Valas e montes de terra também foram colocados para impedir a entrada de novos frequentadores.

O que dizem as defesas dos indiciados?

O advogado de Evelyne dos Santos declarou que discorda do indiciamento. Segundo a defesa, as teses serão apresentadas no momento oportuno do processo. A defesa de Vitor de Freitas contesta a classificação do crime como homicídio com dolo eventual.

Já os advogados de Maicon Cintra e Luis Felipe Egoroff sustentam que o caso deve ser tratado como crime culposo, quando não há intenção ou assunção do risco de matar.

 

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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