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Crise na Vale: Conselheiro renuncia cargo e faz denúncia: “nefasta influência política”

José Penido diz que processo de sucessão do CEO é “manipulado” e não acredita na “honestidade de propósitos de acionistas relevantes”.

  • Por AM POST

  • 12/03/2024 às 15:18

  • Leitura em dois minutos

Em um movimento surpreendente, o conselheiro independente da Vale, José Luciano Penido, renunciou ao seu cargo na última segunda-feira (11/3), desencadeando uma onda de críticas contra a gestão da empresa. A renúncia foi formalizada através de uma carta enviada ao presidente do Conselho de Administração da mineradora, Daniel Stieler. Penido, que foi um dos votos contrários à extensão do mandato do atual presidente, Eduardo Bartolomeo, por seis meses, alegou que o processo de sucessão do CEO está sendo conduzido de maneira manipulada e sob influência política prejudicial.

Na carta, Penido expressou sua preocupação com o direcionamento da escolha do próximo CEO, destacando que a decisão de estender o mandato de Bartolomeo não reflete o melhor interesse da empresa. Ele também discordou veementemente da proposta de seleção do novo CEO a partir de uma lista tríplice apresentada por uma consultoria externa.

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“No conselho se formou uma maioria cimentada por interesses específicos de alguns acionistas lá representados, por alguns com agendas bastante pessoais e por outros com evidentes conflitos de interesse”, afirmou Penido em sua carta de renúncia. “O processo tem sido operado por frequentes, detalhados e tendenciosos vazamentos à imprensa, em claro descompromisso com a confidencialidade”, disse.

O conselheiro independente ressaltou a falta de transparência no processo de sucessão e expressou sua descrença na honestidade de propósitos de acionistas relevantes da empresa para elevar a governança corporativa da Vale a padrões internacionais de uma corporation.

“Minha atuação como conselheiro independente se torna totalmente ineficaz, desagradável e frustrante”, acrescentou Penido, destacando a incompatibilidade de sua abordagem ética com as práticas em curso no conselho.

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No comunicado, Penido observou que foi eleito para o Conselho de Administração da Vale em uma Assembleia Geral de Acionistas, com um mandato previsto de maio de 2023 a abril de 2025. Sua renúncia, portanto, ocorreu mais de um ano antes do término do prazo, refletindo sua insatisfação com o atual cenário da empresa.

A renúncia de Penido representa um desafio significativo para a Vale, uma vez que os questionamentos sobre a transparência no processo sucessório e as críticas à gestão ganham destaque. O timing da renúncia também coincide com um período de volatilidade nos mercados, aumentando a pressão sobre a Vale para responder prontamente a essa crise interna.

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- Letícia Butterfield

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