Cuidador é flagrado maltratando idoso com Alzheimer; caso é investigado como tortura
Câmera instalada no quarto registrou agressões; Polícia Civil apura o caso após denúncia da família.
- Foto; reprodução
Resumo
Um idoso de 86 anos com Alzheimer foi agredido pelo cuidador dentro de casa, em Goiânia. Imagens de câmera de segurança registraram a violência, e a Polícia Civil de Goiás investiga o caso como crime de tortura.
Notícias do Brasil – Um idoso de 86 anos, diagnosticado com Alzheimer, foi agredido pelo próprio cuidador dentro da residência onde mora, em Goiânia. As agressões foram registradas por uma câmera de segurança instalada no quarto da vítima e agora são investigadas pela Polícia Civil de Goiás (PCGO) como crime de tortura.
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As imagens mostram o enfermeiro puxando a perna do idoso de forma brusca. Em seguida, ele ajusta o travesseiro do paciente e atinge o rosto da vítima com um pano, enquanto ordena que ele engula um suprimento que havia recebido.
O caso veio à tona após familiares desconfiarem do comportamento do profissional e perceberem lesões pelo corpo do idoso.
Família acionou a polícia após suspeitas
De acordo com o delegado Alexandre Bruno de Barros, responsável pela investigação, o cuidador trabalhava na casa desde junho de 2025. A suspeita surgiu quando parentes notaram marcas no corpo do homem e decidiram verificar as imagens do sistema de segurança.
Ao assistirem aos vídeos, constataram as agressões. Um dos filhos procurou a delegacia para registrar boletim de ocorrência e formalizar a denúncia.
Mesmo confrontado com as gravações, o enfermeiro negou ter cometido qualquer violência contra o paciente.
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“Foi por conta de agressões anteriores que eles resolveram olhar na câmera e viram que ele estava tratando o idoso dessa forma”, afirmou o delegado.
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Investigação apura possíveis episódios anteriores
A Polícia Civil analisa agora imagens de dias anteriores para verificar se os maus-tratos já vinham ocorrendo antes do episódio identificado pela família. Segundo o delegado, o cuidador não possui antecedentes criminais.
O inquérito busca esclarecer a frequência das agressões e reunir elementos para eventual responsabilização criminal. Caso confirmadas as evidências, o suspeito poderá responder por tortura, crime previsto na legislação brasileira com penas severas.
O caso reacende o alerta sobre a importância de fiscalização e acompanhamento de profissionais responsáveis por cuidados a pessoas idosas, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade, como pacientes com doenças neurodegenerativas.
A investigação segue em andamento.
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