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- Foto: Agência Senado
Resumo
Lideranças do Congresso atuam para adiar a CPI do Banco Master enquanto priorizam a análise do PL da Dosimetria. A movimentação envolve os presidentes da Câmara e do Senado e ocorre em meio a investigações da Polícia Federal.
Notícias do Brasil – Uma movimentação nos bastidores do Congresso Nacional indica esforço de lideranças para frear a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master. A estratégia seria priorizar a tramitação do Projeto de Lei da Dosimetria, que propõe reduzir penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro.
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Segundo informações divulgadas pela imprensa, os presidentes das duas Casas legislativas estariam alinhados para postergar o avanço da investigação.
Papel de Alcolumbre e Motta
A convocação de sessão conjunta do Congresso — necessária para leitura do requerimento de criação da CPI — depende do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Até o momento, a reunião não foi marcada.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também teria preferência por adiar o tema, o que, na prática, mantém a CPI sem avanço.
Operação da PF aumenta pressão
O cenário ganhou maior sensibilidade após a Polícia Federal deflagrar, em fevereiro, uma operação envolvendo a Amapá Previdência (Amprev), responsável pelo regime previdenciário estadual.
As investigações apuram possíveis irregularidades em investimentos realizados no Banco Master. De acordo com a corporação, os aportes podem gerar prejuízos ao fundo dos servidores públicos.
O presidente da Amprev, Jocildo Silva Lemos, tornou-se alvo da apuração. Ele foi tesoureiro da campanha de Alcolumbre ao Senado.
PL da Dosimetria ganha prioridade
Enquanto a CPI enfrenta resistência, o PL da Dosimetria avança com articulação política. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lidera as negociações em conjunto com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A proposta prevê redução de penas aplicadas a condenados pelos atos de 8 de janeiro. Em determinados casos, a punição poderia cair para até dois anos e quatro meses.
Para manter eventual veto ao projeto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisará do apoio mínimo de 257 deputados e 41 senadores.
Na votação inicial, o texto obteve 291 votos favoráveis na Câmara e 48 no Senado, indicando um cenário de disputa política nas próximas etapas.