Cúpula do PT avalia divulgar resultado das eleições nacionais após adiamento em Minas Gerais
Pleito estadual cancelado, vitória possível sem Minas, Edinho Silva favorito, pressão judicial, disputa interna de correntes.
- (Foto: Divulgação)
Notícias do Brasil – A direção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) analisa se poderá divulgar neste domingo (6) nas próximas horas o resultado da eleição para a presidência nacional da legenda, após o adiamento do pleito do diretório estadual de Minas Gerais. A votação no estado havia sido suspensa após decisão judicial que manteve a candidatura da deputada federal Dandara Tonantzin.
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O anúncio do novo presidente nacional do PT só será feito se o vencedor obtiver votos suficientes para garantir a maioria sem considerar Minas Gerais, cuja eleição estava prevista para este domingo, junto com as demais unidades federativas.
O ex-prefeito de Araraquara, Edinho Silva, apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é o favorito na disputa. A apuração dos votos está centralizada em São Paulo, onde o resultado final deve ser divulgado apenas na segunda-feira, segundo Humberto Costa (PT-PE), presidente interino da sigla.
Costa criticou a judicialização da eleição, sinalizando que Dandara Tonantzin pode sofrer punições internas por recorrer à Justiça. Ele reforçou que o PT historicamente é intolerante com intervenções externas em suas decisões.
Além da presidência, os filiados votaram nas correntes internas: Construindo um Novo Brasil (CNB), Novo Rumo, Articulação de Esquerda e Movimento PT. A composição do diretório nacional será proporcional aos percentuais obtidos por cada corrente.
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O presidente Lula votou no Rio de Janeiro, onde participa da Cúpula dos Brics, com urna levada ao hotel. No Rio e em São Paulo, aliados importantes como José Dirceu reforçaram a importância da eleição para fortalecer o PT no projeto de reeleição presidencial e resistência a ameaças políticas.
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A posse do novo presidente está marcada para agosto, substituindo Humberto Costa, que assumiu interinamente após Gleisi Hoffmann virar ministra.
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